O que é o Céu?
“O Senhor está no Seu santo templo; nos céus tem o Senhor o Seu trono...” (Sl 11:4)
Existe muita discussão acerca da localização geográfica do Céu, enquanto bem poucos se detêm a falar sobre o que ele realmente é. A verdade é que não dispomos de tantas informações detalhadas sobre esse lugar, além do fato registrado de ser a morada da Majestade do Universo — e, portanto, um ambiente de perfeita ordem e nobreza.
Os discípulos de Jesus certa vez Lhe dirigiram uma pergunta capciosa, evidenciando a visão distorcida que nutriam a esse respeito:
“Quem é o maior no Reino dos Céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus.” (Mt 18:1-4)
Ao usar uma criança como exemplo, o Mestre revelou a verdadeira essência da sociedade celestial, demonstrando que nela não existem classes sociais ou meritocracia — ao contrário do que imaginavam aqueles que Ele preparava como líderes espirituais. Em Suas palavras, podemos captar a atmosfera do Céu: todos são absolutamente iguais em valor e importância, unindo-se por laços de fraternidade e senso coletivo.
O próprio Jesus, sendo Deus e possuindo vida em Si mesmo, jamais reivindicou supremacia em relação ao Pai, mas colocava-Se em posição de Filho e submissão. Ele afirmava que Ambos eram um — um em essência, disposição e propósito. As crianças, da mesma forma, não fazem acepção de pessoas e estabelecem laços de amizade com simplicidade.
No imaginário popular, contudo, o Reino Eterno é visto como um lugar de ócio, onde os remidos permaneceriam por toda a eternidade sem ter o que fazer, portando um par de asas. Fosse assim, quão tedioso seria esse ambiente!
Na realidade, seus habitantes terão um vasto campo para atuar, crescendo em conhecimento e maturidade intelectual:
- Músicos poderão dedicar-se ao aprimoramento constante de sua arte.
- Biólogos, arqueólogos e cosmólogos terão um universo ilimitado de possibilidades para pesquisa na vastidão da criação.
- Botânicos e amantes da natureza desfrutarão de solo fértil para o cultivo e a ornamentação de jardins extraordinários.
- Afeiçoados à culinária tornar-se-ão especialistas no preparo de receitas de sabor requintado, tendo à disposição as mais variadas e saudáveis frutas e grãos.
Vale ressaltar que a prometida Nova Terra — esta mesma Terra, porém restaurada aos padrões originais do Éden — será a habitação final dos santos. Se hoje, mesmo sob os efeitos do pecado, este mundo abriga cenários de extasiante beleza, como não será após ser totalmente curado das chagas do mal?
Tampouco é possível mensurar o privilégio de explorar outros mundos. Apenas na Via Láctea, uma das menores galáxias existentes, o número de estrelas ultrapassa os 100 bilhões!
Aos sábados, contudo, todos se reunirão para ouvir o Mestre ensinar, em cultos de adoração ao Altíssimo acompanhados pelo coro de milhões de vozes angelicais.
Aqueles que lá estiverem olharão para as cicatrizes recebidas neste mundo e se alegrarão por elas. Lembrar-se-ão das lágrimas derramadas pelas injúrias sofridas, bem como do árduo combate pela preservação da fé, e jubilarão em louvor ao Cordeiro de Deus por fortalecê-los nos momentos de angústia. Tomarão as coroas recebidas ao adentrarem as moradas celestes e as depositarão aos pés de Cristo, declarando: “Foi o Senhor quem as conquistou por nós.”
O Céu é de graça! O preço por ele já foi totalmente pago naquela cruz. A estrada até lá pode parecer estreita, cercada de espinhos e tribulações, mas o seu destino é glorioso. Onde essa jornada termina, há uma coroa tão radiante que joia alguma desta vida pode se comparar a ela.
Ao fim do caminho, encontra-se uma porta aberta e acolhedora para receber todos aqueles que aprenderam a amar sem medidas. Jesus, o Rei Eterno e Soberano dos soberanos, é o anfitrião que acolherá a cada um com alegria indizível, enquanto os anjos cantarão hinos de boas-vindas àqueles que, mesmo açoitados e feridos, permaneceram firmes em resiliência até o cumprimento das promessas do Deus vivo.
Pensemos nisso!
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