PRIMEIRA CARTA: ÉFESO
O grupamento bíblico nominado "sete cartas ás sete igrejas", através de um conteúdo amplamente descritivo explana a história da igreja no curso dos seus dois milênios de história, subdividindo-a em sete intervalos temporais conforme acontecimentos a eles pertinentes.
Sete fases nas quais o comportamento humano relativamente á fé cristã transcorre de maneira bastante diversa.
Estas mensagens também indicam como Deus minuciosamente observa e avalia conduta daqueles responsáveis pela propagação da Sua obra nesta terra.
Se de acordo ou não com genuínas finalidades e desempenho adequado.
É fato que fontes históricas e predições proféticas são fidedignamente corroborativos, e respectivamente ás sete igrejas, estes dados precisos viabiliza sua cronolocalização possibilitando seja compreendido a condição espiritual naquele período.
A etimologia da palavra Éfeso, título da personagem que abre a série, traduz-se "Primeira" ou "Desejável".
Estende-se dos anos 33 a 100 ad.
Durante este transcurso a igreja, sob supervisão dos apóstolos, se conduziu exatamente de acordo aos parâmetros descritos na profecia. Foi perseverante no cumprimento da incumbência pendente sobre si: levou o evangelho para todos os cantões com energia e esmero indizível, primando como relevância incondicional a pureza e incorruptibilidade da sua profissão de fé.
Consta no livro do Apocalipse menções paralelas que confirmam as alegações acima, mas lhes citaremos posteriormente.
Por ora nos atenhamos a Éfeso.
Versículo 1: "Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas cousas diz aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro"
(O "anjo" da igreja) Conforme frisado na sexta publicação da serie, o termo anjo significa a liderança de cada igreja entre as sete, ou o corpo administrativo do seu ministério durante o período que lhe cabe na profecia.
Versículo 2, 3 "Conheço as tuas obras, assim o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste á prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achastes mentirosos; e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer"
Esse período do cristianismo ficou marcado pelas violentas e mortais incursões romanas empreendidas contra seguidores daquele a quem rotulavam "nazareno".
Centenas de mártires famosos sucumbiram mediante a avidez de imperadores romanos pelo sangue cristão.
Nero é contado entre os mais cruéis.
Uma característica peculiar nessa época chama a atenção: Sua disposição em preservar intocadas ás verdades bíblicas. "Não suportar homens maus" no seio da comunidade "pondo á prova aqueles que se "declaravam apóstolos e não eram".
Para nenhuma outra fase do Cristianismo este elogio volta a ser repetido.
Além de suportar com perseverança provas por causa do nome de Jesus e nisto não esmorecer, estes crentes almejavam serem orientados exclusivamente através de ensinamentos rigorosamente comprovados nas Escrituras, doa a quem doesse, não permitindo teses ou teorias a parte delas.
Por isto era chamada "Desejável".
Versículo 4, 5 "Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor, lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta á prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e removerei do teu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas"
O motivo da censura: abandono do primeiro amor não é menos digno de censura, que o afastamento de doutrinas fundamentais ou moralidade bíblica.
Essa censura não se refere a uma queda da graça nem a extinção do amor, mas á sua diminuição.
Numa experiência cristã jamais deveria chegar um estágio em que, caso indagado sobre um momento de amor maior esse não pudesse ser colocado como condição atual. A fé não deve ser estacionaria mas em constante desenvolvimento, tanto no âmbito da esperança quanto no aprimoramento intelectivo ligado ao saber.
Mas se porventura chegasse alguém ao estado em que o amor não mais se equiparasse em intensidade comparativamente ao seu inicio, deveria lembrar-se este de onde caiu.
Meditar; contemplar; tomar tempo às auto análises; cuidadosamente recordar sua primeira aceitação de Deus apressando-se ao pesar e voltando aos moldes de sua primária posição.
O amor, como a fé, manifesta-se em posicionamento equivalente. E o primeiro amor, quando alcançado, trará sempre consigo suas primeiras obras.
Parece haver aqui uma advertência quanto ao futuro da igreja.
Podemos dizer que mais que uma simples admoestação isto fornecia uma previsão do que viria a seguir.
Também se expressa aqui uma sentença que vai contra argumentos de tantos, sustentando na origem da denominação a que pertence uma prova de sua fidedignidade. "Se não te arrependeres virei a ti e removerei o teu candeeiro" O que é claramente dito aqui não deixa divida: o favor divino permanece absolutamente condicionado à fidelidade e lealdade para com seus princípios genuínos. Israel como nação eleita, por exemplo: perpetuariam esta eleição somente através de conformidade a ela.
Versículo 6 "Tens, contudo, a teu favor que odeias as obras dos nicolaítas, que eu também odeio"
Os Nicolaítas. Bem...Primeiramente ressaltaremos a disposição de Jesus em reconhecer as boas obras de Seus remidos.
Se há algo que mereça Sua aprovação ,logo a menciona.
Nessa mensagem a igreja de Éfeso, tendo se referido primeiro aos seus bons traços e depois aos maus, como que se não querendo passar adiante nenhuma das suas boas qualidades menciona aborrecerem eles as obras dos nicolaítas as quais também Ele aborrecia.
Maravilhoso é nosso Salvador!!! Verdadeiramente digno de ser profundamente amado e reverenciado com a maior força do coração!!! Parece que os nicolaítas constituíam uma classe de pessoas cujas ações e doutrinas eram abomináveis á vista do Céu.
Sua origem está envolvida em uma certa dúvida e existem várias versões sobre isto.
Acerca de suas doutrinas e práticas defendiam a poligamia considerando o adultério e a fornicação coisa indiferente, e permitiam que se comessem oferendas a ídolos.

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