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O SEXTO SELO

                                             O SEXTO SELO

"Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, e a lua toda como sangue, as estrelas caíram pela terra, como a figueira, quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se como um pergaminho que se enrola..." (Ap.6:12-14)

Essa profecia Jesus já havia mencionado aos Seus discípulos no Monte das Oliveiras, posicionando-a após a perseguição papal e anterior ao Seu retorno á terra. (Mt.24:29-31) 
Solenes e sublimes são as cenas em decorrência da abertura deste selo e alcançam os dias atuais.
O pensamento de um fato tão importante, tão decisivo, deveria despertar no coração humano interesse mais intenso e profundo pelas coisas divinas.
Se observarmos atentamente a descrição dos selos estudados até aqui, perceberemos que após o quinto a mudança de linguagem lhes definindo se transforma abruptamente, ou seja: de eminentemente figurada que era para literal e direta. 
Sejam por quais tenham sido os motivos ou causas; as alterações nesse sentido é inegável.
Por nenhum princípio de interpretação o vocabulário nos selos precedentes pode ser interpretado ao pé da letra, da mesma maneira que a deste não pode ser figurada.
Teremos, portanto, que aceitar a mudança, ainda que incapazes de  explica-la diretamente por meio de algum outro versículo. 
Há na Bíblia um fator determinante para o qual devemos prestar a atenção: No período abrangido por este selo, as Sagradas Escrituras, especialmente Suas porções proféticas, deveriam ser descerradas ao conhecimento dos homens.
Encontramos tal indicativo expresso em vários textos. 
Dois exemplos: "Tu, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará..." (Dn.12:4)                          ver também v.7-10            "E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações, então virá o fim"(Mt.24:14) 
Sugere tal ordem coloquial que talvez por este motivo tenha se dado aquela mudança na redação descrevendo os selos. Os acontecimentos decorrentes a nós, hoje, corresponde a um tempo em que seria possível sua compreensão sem a necessidade de estarem ocultos sob figuras, servindo também aos estudiosos das épocas como  um marcador. 
Observe-se a precisão com que a profecia corrobora com dados históricos, ou vice e versa, cronologicamente harmonizado- se.
Em 1/11/1755 ocorreu um dos maiores terremotos que se tem notícia: O conhecido Sismo de Lisboa, que ficou marcado pela intensidade, estragos causados e grande extenso de vítimas.
Atingiu grande parte da Europa, principalmente seu sudoeste; também alcançou a África e a América.
Essa catástrofe se configura na ordem sequencial dentro do quadro profético, ao indicado na abertura do sexto selo.
Poucos anos depois, em 19/05/1780, outro fenômeno, cuja explicação científica jamais foi possível ser encontrada, acontece sobre a Nova Inglaterra, atual EUA, e parte do Canadá: O chamado Dark Day, ou Dia Escuro.
Neste dia o sol se tornou, conforme descrito na Bíblia, negro como saco de crina.
Na noite seguinte a escuridão foi muito densa, como se a lua tivesse se tornado em sangue.
Restaria cumprir-se ainda um outro elemento para que as predições da profecia se completassem, e demarcassem assim a sua definitiva localização no calendário da terra: "A queda das estrelas".
E isto se deu em 13/11/1833, quando uma grande e  indescritível chuva de meteoros se precipitou no céu, também avistada nos Estados Unidos.
Calculam alguns não menos de duzentos e quarenta mil meteoros visíveis sobre o horizonte de Boston.
Muitos escritores que registraram o caso, mesmo desconhecendo a menção bíblica, o comparam a uma árvore que, sacudida pelo vento, arremessa longe seus frutos.
Assim localizados e datados pela historia, tais acontecimentos inquestionavelmente anunciam e confirmam a abertura do sexto selo, evento que precede o imediato retorno do Senhor Jesus a esta terra e nos dirige para outros fatos importantes a ocorrerem dentro do Cristianismo neste período, e mencionados em  profecias paralelas, como as cartas ás três últimas igrejas e o assinalamento do povo de Deus, por exemplo.
Novamente reiteramos que provavelmente seja este o grande objetivo desta profecia: A marcação do tempo.
Dimensionem a extensão do motivo: "E o céu retirou-se como um livro" 
Com a descrição deste acontecimento as mentes são levadas para o futuro.
Depois de haverem consultado o passado e confirmarem o absoluto cumprimento da Palavra de Deus, são convidados a olharem agora para ocorrências ainda futuras, cujo cumprimento não o é menos certo.
Aqui está localizado no transcurso do tempo a posição hoje inequivocamente definida: encontramo-nos entre os versículos treze e quatorze deste capítulo.
Apenas resta o céu se retirar como um pergaminho que se enrola.
Vivemos em tempos de solenidade e importância singulares, pois não se sabe quão perto se possa estar disto acontecer.
Esta retirada do céu está incluída naquilo que os evangelistas chamam de, na mesma serie de acontecimentos, o abalo das potências dos céus. (Hb.12:25-27 Jl 3:16 Jr.25:30-33 Ap.16:17) e diversas outras passagens.














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