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O SANTUÁRIO CELESTIAL (Parte 10) 1260 ANOS DE SUPREMACIA PAPAL

Olá, amigos.
Nos três primeiros séculos sangrentas perseguições foram infligidas contra cristãos sob a fase pagã do romanismo, ilustrado profeticamente sob figura de um pestilento e mortífero animal, cuja atuação evidencia como rejeição à Deus e Sua verdade pode moldar de muitas maneiras o comportamento no mundo. 
Apesar da condição adversa, conservaram irretocável sua fidelidade a valores e princípios espirituais genuínos, porém havia uma predição antevendo  mudanças de postura e tal se confirmou  com a promíscua institucionalização do cristianismo em 313 a.d. 
Á época desse incidente, discorrido na série santuário em capítulos anteriores, enfrentava, a até então pomposa Roma, grave crise socioeconômica,  desestabilizando todo o império; falência deflagrada em razão de diversos fatores mas também contando-se entre estes a atenção voltada ao movimento cristão anteriormente a Constantino, dispendendo grandes somas do tesouro nacional em campanhas militares que, diga-se de passagem, não alcançaram mínimo êxito.

Mesmo proscrito, sob acusação de inimigo do estado, ficando passivo à pena de morte qualquer manifestando-lhe simpatia, o cristianismo agregava mais e mais seguidores consolidando-se em grande volume de massa, não somente com adesão de camadas mais pobres da sociedade, mas também por expressiva parcela da elite; adentrando, inclusive, aos recintos do palácio.

Constantino entendeu nesse quadro  oportunidade de se autopromover, e foi quando paganismo e cristianismo foram fundidos surgindo uma nova religião.                     A ação não trouxe resultados imediatos. Litígios entre a alta cúpula se geraram em disputa sobre quem ficaria com a maior fatia do bolo, e pelo decorrer dos dois séculos seguintes transitou-se um engenho possível ser adaptado ao caso.

Entre os anos 300 e 400 vários concílios foram convocados expedindo diversos editos traquejando adaptações de doutrinas bíblicas  para uma versão meio cristã meio pagã, porém predominantemente de aparência cristã, inclinada à onda popular do momento e a de melhor conveniência no granjeio das vantagens almejadas nesse propósito.
Alguns entre os mais destacados:                  325 Concilio de Niceia.
381 Concílio de Constantinopla.              432 Concílio de Éfeso

Após intensas disputas, surge no cenário um homem, Justiniano, colocando em prática a estratégia que poria fim em todos aqueles embates e debates mediante uma única canetada: Conceder e atribuir para um único homem a infalível prerrogativa de arbitrar e definir o que seria a verdade absoluta, investindo-o de autoridade plena no desempenho do cargo.

Justiniano tinha grande interesse pelas questões teológicas. 
Seu objetivo maior era unir o Oriente com o Ocidente por meio da religião.
O programa político que adotou pode ser sintetizado numa breve fórmula: "Um Estado, uma Lei, uma Igreja". Autoritário, combateu e perseguiu judeus, pagãos e heréticos, ao mesmo tempo que interveio em todos os negócios da Igreja, a fim de mantê-la como sustentáculo do Império e sob seu controle. 
A Escola Filosófica de Atenas, último baluarte do paganismo, foi fechada.
No ano 538, Virgílio é empossado por justiniano como o primeiro papa Bizantino, dando início ao período mais tenebroso da historia humana na terra: Os proféticos 1260 dias, ou 1260 anos, citados por Daniel e João.
Leiamos."Proferirá palavras contra o Altíssimo,magoará os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e a metade dum tempo" (Dn.7:25)                          Na profecia, o referido elemento atuaria pelo decorrer do período abrangendo a soma de três tempos e meio.
Para entendermos o real sentido da linguagem empregada no termo, devemos recorrer a própria Bíblia na sua portentosa singularidade autoexplicava. Vamos comparar a supracitada designação com outro apelativo profético."...Porque o rei do Norte tornará, e porá em campo multidão maior do que a primeira, e ao cabo de tempos, isto é, de anos, virá e.."(Dn.11:13)
Elucidamos então o seu significado: Um tempo, metaforicamente  equivale a um ano completo. Estes três tempos e meio são se traduzem em três anos e meio, ou seja, um mil e duzentos dias.
3 X 360 =1080
360 ÷ 2=180
1080 + 180=1260.
Observação: A quantidade de dias no montante de um ano, a que estamos nos referindo, diz respeito ao calendário lunar Judeu que, comparado ao calendário Juliano e o atual calendário gregoriano, contém 5 dias a menos.
Um dia profetico, seguindo a mesma metodologia, corresponde ao ciclo de um ano, já esclarecidos em capítulos anteriores.    (Nm.14:34 Ez.4:7)
Portanto, aquelas predições acerca da longevidade da besta exercendo dominio sobre os povos, consiste no montante de 1260 anos, quando blasfêmias contra Deus seriam proferidas e Seus seguidores flagelados nas rodas de tortura e fogueiras. 
Os tempos e a Lei foram maculados, em insana ousadia desautorizando o monarca do universo.

O cenário da revelação expõe os danos sofridos pela sociedade humana num geral, porém quem mais se prejudicou foi a causa de Deus, ilustrada no vulto da mulher circunstancialmente exilada num deserto,  onde foi sustentada fora das vistas da serpente (Ap.12:14) 
No versículo 6 do mesmo capítulo a referência é mais esclarecida fracionando os três tempos e meio. (Veja-se também Ap.11:2,3 13:5)
Como aplicar estas profecias á historia, ou vice e versa, para ser confirmada a similaridade entre ambas?
Muito bem... Citamos acima, segundo dados históricos, que Justiniano institui o legado papal em 538 ad.
Este atravessa séculos até sua deposição, que acontece no ano de 1978.
Eis o acontecido:
Em 1796, tropas da República Francesa sob comando de Napoleão Bonaparte invadiram a Itália, derrotaram o exército papal e ocuparam Ancona e Loreto. 
Pio VI pediu a paz, que foi concedida em Tolentino em 19 de fevereiro de 1797, mas em 28 de dezembro do mesmo ano, num motim realizado pelas forças papais contra alguns revolucionários italianos e franceses, o popular brigadeiro-general Duphot, que havia ido a Roma com José Bonaparte como parte da embaixada francesa, foi morto, surgindo assim um novo pretexto para invasão.
Então, o General Berthier marchou para Roma sem oposição e em 10 de fevereiro de 1798 proclamou a República Romana, exigindo do Papa a renúncia de seus poderes temporais.
Como recusou, o Papa foi feito prisioneiro e escoltado em 20 de fevereiro do Vaticano para Siena, e de lá para Certosa, cidade próxima a Florença. 
A declaração francesa de guerra contra Toscano levou a remoção do líder da igreja (ele foi escoltado pelo espanhol Pedro Gomez Labrador, o Marques de Labrador) pelo caminho de Parma, Piacenza, Turim e Grenoble, para a cidadela de Valença, onde faleceu em 29 de agosto de 1799. 
Superara os 81 anos de idade e 24 de pontificado.
A viagem do cidadão-papa, como o chamavam os franceses que o levaram brutalmente através da Itália, foi longa e penosa.
As suas últimas palavras foram dirigidas a Deus pedindo o perdão para os seus carcereiros. 
O clero constitucional negou ao cadáver um enterro cristão. 
O prefeito da localidade inscreveu no registo de defuntos:«Faleceu o cidadão Braschi que exercia a profissão de pontífice.» 
Muitos jornais e gazetas da Europa sentenciaram o Papado intitulando:«Pio VI e último».
Em janeiro de 1800 Napoleão autorizou que o corpo de Pio VI fosse levado para Roma, e em 1801 seus restos mortais foram sepultados em grutas vaticanas.
Apliquemos a profecia a estes dados históricos:
538+1260=1798.
Resta alguma dúvida sobre a quem se refere as profecias?
A Bíblia sugere a data para queda do romanismo cristão exatamente devido aos seus próprios característicos dentro da profecia e historia.
Entre outras aspectos, evocava pra si o lugar de Deus, se investindo de autoridade e autonomia inclusive para coroar e destronar reis. 
Quando algum imperador de assumia o posto, era-lhe exigido por Roma que sua primeira ação deveria ser visita-la e beijar a mão do pontifice.
Caso com isto não concordasse seria excomungado sofrendo duras sanções.
Quando Bonaparte encarcerou Pio VI, desmascarando sua imagem de intocável, a profecia alcançara seu cumprimento.
Também as garras e dentes de ferro usadas por Roma para destruir dissidentes, através do governante Frances foram quebrados.
Ainda permanece, como semente maligna, resquícios dos antigos dogmas papais profundamente arraigados dentro do cristianismo requerendo
necessária expurgação, e também ainda uma última manifestação do espírito dessa fera exercendo  poder opressivo na terra antes do grandioso dia da manifestação do Salvador pondo fim a era do pecado e crime.
Mas este será tema para um outro capítulo.












































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