No capítulo anterior estudamos os rituais realizados no santuário terrestre. Recinto, que mediante destreza intelectual do Deus Altíssimo viabiliza, através da sua análise, penetração no Céu vislumbrando-se lá sendo operada por Jesus a redenção do homem transgressor. Sim, com estilo de linguagem explícita, não se encontra na Bíblia textos específicos descerrando o tema; mas, nas alegorias do santuário exibem-se o desenvolvimento deste plano de salvação.
Em via dessa sublime catequese Bíblica, o interesse em estuda-la de modo correto representa render-se a inefável graça divina que consente aos filhos sinceros possibilidade de conhecer parte tão importante no Céu.
Neste artigo, o quarto da série, analisaremos textos sagrados referentes a ordenanças outorgadas aos Israelitas e que, sob figuras, manifestam o ministério de Jesus no santuário celeste.
Conforme estudo anterior (*Ver capítulo 3), este tabernáculo terrestre, uma vez a cada ano, era purificado sob ministração de um sumo sacerdote designado para tal, e confirma o apóstolo Paulo personalizar essa figura a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Acompanhem seu raciocínio: "...Por isso Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa (nesse caso os hebreus) a imutabilidade do Seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas cousas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta; a qual temos por âncora da alma, segura e firme, e que penetra além do véu, aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-Se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque"
(Hb.6:17-20)
Segue: "Se, portanto, a perfeição houvesse sido mediante o sacerdócio Levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei) que necessidade haveria de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdote, necessariamente há também mudança de lei."(Hb.7:11,12)
Segue: "Se, portanto, a perfeição houvesse sido mediante o sacerdócio Levítico (pois nele baseado o povo recebeu a lei) que necessidade haveria de que se levantasse outro sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdote, necessariamente há também mudança de lei."(Hb.7:11,12)
Refere-se aqui o brilhante teólogo Paulo a uma transição de ministérios, referindo-se a anulação da lei de sacrifícios no santuário terrestre, encravada com Jesus na cruz (Cl.2:14) e sendo transferida ao santuário celestial, fato não acatado e aceito pelos Judeus até aos dias de hoje.
Continua ele: "E isto é ainda mais evidente, quando, á semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote, constituído, não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo da vida indissolúvel. Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou cousa alguma) e, por outro lado, se introduz esperança superior, pela qual nos chegamos a Deus." (Hb.7:15,16,18,19)
Ratifica ele a transitoriedade dos cerimoniais qualificando-os a "sombras do que haveria de vir" (Cl.2:16,17)
Prossigamos."Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos á fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior á lei, constitui o Filho, perfeito para sempre. Ora, o essencial das cousas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou á destra do trono da Majestade nos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem." (Hb.7:28 8:1,2)
Afirmações tais, provenientes de um homem de Deus altamente versado, não permitem margens para dúvidas ou questionamentos quanto ao ministério de Jesus no santuário celestial, simbolizado que foi pelos rituais no edifício terrestre.
Mas a questão era tão controversa, que Paulo instou persistentemente nas suas explanações, as quais, á título de confirmação, também citaremos. Acompanhem: "Pois, todo sumo sacerdote é constituído para oferecer assim dons como sacrifícios; por isso era necessário que também Esse sumo sacerdote tivesse o que oferecer. Ora, se Ele estivesse na terra, nem mesmo sacerdote seria, visto existirem aqueles que oferecem os dons segundo a lei, os quais ministram em figura e sombra das cousas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído quando estava para construir o tabernáculo; pois diz Ele: Vê que faças todas as cousas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte. Agora, com efeito, obteve Jesus ministério muito mais excelente, quanto é Ele também mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas. Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para segunda." (Hb.8:3-7)
Então, temos por confirmado simbolizar a pessoa e obra do sumo sacerdote no santuário terrestre a pessoa e obra de Jesus no santuário celeste.
E como seria ou, o que seria esta obra, uma vez que cabia ao sumo sacerdote adequação para realizar a purificação no santuário? E o que representa para nós esta purificação? Uma vez que em a bíblia confirmando o santuário terrestre e suas ordenanças um tipo do celestial, haveria também um processo efetivo de purificação no celestial?
E que seria ou, como ocorreria esta purificação? Deixemos que a bíblia se auto explique, pois dispõe-se nela a autonomia de fornecer respostas concretas.
Por mais dotados de intelectualidade que pretendam serem os homens, frente ao Livro Sagrado em matéria de conhecimentos complexos não passamos de meninos cursando o pré escolar.
Para darmos início nesta empreitada, reforçaremos parte daquilo já esclarecidos até aqui.
Diariamente trazia o pecador ao sacerdote no santuário a sua oferta pelo pecado, geralmente um cordeiro... A quem apontava a figura deste sacerdote? A Jesus. A quem apontava a figura do cordeiro? A Jesus. Confessava o pecador seus delitos sobre a oferta trazida, enquanto era sacrificada; então o sangue da vítima era espargido no santuário, representando com isto a transferência de pecado: do ofertante para o sacrifício e deste, por meio do sangue, como que escrevendo ou registrando alí, para santuário, onde permanecia.
Anualmente, pelo sumo sacerdote, acontecia a purificação do santuário. Eram requeridos para isto dois bodes: Um para o Senhor e outro para bode emissário. Primeiro, o bode cujo sorteio caia para o Senhor, era sacrificado e seu sangue levado ao Santo dos Santos espargindo-se o propiciatório nele contido. A quem apontava a figura deste Bode? A Jesus.
A quem apontava a figura do sumo sacerdote? A Jesus.
Decorridos estes atos, impondo o sumo sacerdote as suas mãos sobre a cabeça do segundo bode, ou bode emissário, sobre ele confessava todas as iniquidades e transgressões da congregação hebreia (aquelas anteriormente expiadas e que permaneciam sobre o santuário) e como que responsabilizando-o por incitador simbolicamente eram transferidas do santuário todas para ele; e este então, conduzido era ao deserto onde morreria. A quem apontava a figura deste segundo bode? A Satanás. (sobre a representação do termo bode como satanás, veja Mt.25:31-46)
Somente estas evidências seriam já plenamente suficientes para obtermos as conclusões que buscamos; mas Deus faz questão de deixar Seus ensinos totalmente esclarecidos e provados.
Encorpemos então ainda mais o nosso estudo.
As Sagradas Escrituras mencionam existência de três espécies de livros: O livro da vida; o livro das memórias e o livro do juízo, ou livro dos mortos.
As Sagradas Escrituras mencionam existência de três espécies de livros: O livro da vida; o livro das memórias e o livro do juízo, ou livro dos mortos.
Está contundentemente registrado que todos os homens haverão de serem julgados de acordo com as anotações existindo nestes livros. Confirme-se: "Vi um grande trono branco e Aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles (Ou seja, inexiste maneira de fugir da presença divina) Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então se abriram livros. Ainda outro livro, o livro da vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros"(Ap.20:11,12)
Observem, nos textos recorrentes, obterem todas as obras humanas nesta vida um minucioso e detalhado registro em livros, tendo para isto Deus um propósito definido. Poderia alguém questionar: Teria o Todo Poderoso necessidade de possuir tal arquivo?Definitivamente não! Existiria alguma possibilidade de vir Ele a esquecer-se de algum acontecimento ou detalhe pertinentes aos nossos atos? Com toda certeza não! Mas então para que serviriam estes prontuários? Embora não se encontre para isto uma resposta direta, definitivamente podemos concluir ou imaginar que, deparando-se o réu frente a frente com uma transcrição de seus atos determinando fielmente hora e local em que ocorreram, sob hipótese ou argumento algum poderá nega-los, escusa-los ou desmenti-los. Isto parece algo bem natural e óbvio.
Daremos sequencia então ao nosso crivo investigativo sobre o santuário celeste, esmiuçando na Bíblia detalhadamente estes livros, unindo os elos.
Pelo fato de ocupar tal assunto um espaço maior, lhe tornaremos tema para o próximo capítulo da série, a quinta parte, com a graça do Senhor, brevemente publicada.
Pelo fato de ocupar tal assunto um espaço maior, lhe tornaremos tema para o próximo capítulo da série, a quinta parte, com a graça do Senhor, brevemente publicada.
Deus vos abençoe.

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