Existe uma ilusão confortável que anestesia a consciência humana: a crença de que a religiosidade mecânica, os títulos vazios e a autossuficiência moral podem servir de salvaporte diante da realidade incorruptível do Espírito. O profeta Isaías não escreve para acariciar vaidades; ele levanta a voz para proferir uma denúncia implacável contra a soberba espiritual. Quando lemos, nas entrelinhas da profecia, a imagem cortante de que "Sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso próprio pão e nos vestiremos com as nossas próprias roupas; tão somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio" (Isaías 4:1), não estamos diante de um drama corriqueiro, mas do retrato mais cru da hipocrisia institucionalizada. É a radiografia exata de um sistema que quer manter o controle, que recusa a verdadeira doutrina e rejeita a veste da justiça que vem do Alto, mas que, ainda assim, chantageia a espiritualidade exigindo o ...
A LUZ QUE ILUMINA O SABER