terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Cruz ou Espada: O destino do homens

APRESENTAÇÃO (cap. 1)

Venturosa a alma vivaz comichada pela abelhudice das interpelações. Amplamente superior ao espírito mortiço empalado na quimera do sabetudismo. 

Para um mero indivíduo inexiste possibilidade de robustecer circunspecção assentada em juízos transdisciplinares -fruto de austeras e descentes aspirações por conhecimento axiomático- porque sua compleição interior endossa parecer entronando-o célebre escriba sobre paradigmas que, pela unificação com a realidade, são incontestáveis,  irretocáveis, irrevogáveis; contaminando-os por meio de réguas e justificações atendendo preferências e tendências unilaterais, preconcebendo dessa maneira um modo muito peculiar de análise e assimilação das informações.
Permissividade aludida por Salomão entre seus milhares de provérbios advertindo quanto a toxidade de tal proceder: "Não sejas demasiadamente justo nem demasiadamente sábio. Por que te destruirias a ti mesmo?" (Ec 7:16)

Sam Walter Fauss, bibliotecário e poeta americano, autor de obras como “A Casa ao Lado da Estrada” e The Coming American”, também escreveu “O Conto da Trilha do Bezerro”; fábula lavrada em linguagem metafórica explicitando trâmite de presença usual nas correntes do pensar humano.                 
O cenário narrado dilata-se tendo como eixo o sinuoso traço rabiscado por um divagante bezerro, alienado do seu redil, e que a despeito de toda transtornada inconsistência daqueles rastros, pelo prazo de três longos séculos e meio permanecem apreciados como rota culminando tornar-se em alameda de grande metrópole; percorrendo nela irrefletidamente todos os dias cem mil transeuntes. 

O enredo se fecha com o seguinte remate: “Os homens são propensos a seguirem cegos ao longo das trilhas dos bezerros da mente. E a trabalhar dia a dia, sol a sol, para fazer o que outros homens fizeram. Eles seguem no rastro batido, pela beira e pelo meio, para frente e para trás, permanecendo ainda em seus tortuosos caminhos, mantendo o caminho que outros fizeram. Eles fizeram do caminho uma trilha sagrada ao longo do qual suas vidas se movem. Como sorri o velho sábio deus da floresta. Ele, que viu o primeiro bezerro passar” 

OPINIÃO DO AUTOR

O planeta terra, na sua roda de formatura, consiste em conglomerado de atributos propícios à ambiência, qualificando-se num alto grau para domicílio da imensa gama de espécies nele assentadas e cuja subsistência  se dá mediante o lograr dos abundantes recursos disponíveis.

A preservação em equilíbrio desta complexa sistemática invariavelmente exige que pecúlios proporcionais ás necessidades dos residentes tenham sua distribuição em exata medida, implicando o não estrito cumprimento de tais normativas em falimento do conjunto na sua universalidade e pluralidade.

Avaliando o saldo resultante -dadas as veredas tracejadas e galgadas pela classe eleita
à sua administração,  levados somos a identificar o ponto disruptivo impondo deflagração de inflexões numa estrada por essência terminantemente exigindo ser reta e objetiva.

Reiterando aquilo afirmado acima é a mãe terra receptáculo e fonte transbordante de  auto suficiência;  caractere abonando-lhe perfeita aptidão ao sustento da vida à ela integrada mas que, porém, tão  virtuosas qualificações requerem legislação amparada na justiça concedendo para cada integrativo da simbiose parte concorrente segundo o seu carecimento.              

Foi precisamente através da inobservância de regras estruturais o que fomentaram lacunas vindo entenebrecer a luminescência original do planeta, infligindo-o redundar em espectro de trevas em que imperam disparidade e exclusão com seus proporcionais e consequentes flagelos.

Um notório erudito, dois milênios atrás, nestes termos já admoestava à precaução quanto ao que para ele representava ser o epicentro dos transtornos nas inter-relações: "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (1Tm. 6:10) 
Seu pensamento tem de ser considerado, uma vez que ao obter o dinheiro inserção no tecido social humano, a despeito da sua aplicabilidade, em tese um facilitador e agilizador nas transações comerciais, nele perversamente inseridos foram franquias flexibilizando meios para  que brutal sobreposição sobre terceiros pudesse ser infligida,
despontando, numa tresloucada subdivisão em camadas, as aristocracias e as classes dominantes, suprimindo a harmonia através da capitalização dos seus valores e fazendo prevalecer como regra absoluta a indolência do coração. Apropriadamente afirmou Einstein: "Não existem homens maus. Existem homens ignorantes"

As interações, neste impensado conceito de grupo, catapultadas foram ao imperativo das negociatas, trucidando  vínculos 
fraternais, altruísmo e compassividade; ânimo  apadrinhando soberanas garantias quanto aos direitos à dignificação devida a todos os seres. 
Utilidade suplanta o proveito da amizade. Interesse emerge em lugar efetivo da empatia. Vaidade obsta a importância da modéstia. E assim se instala o caos.

Erradamente atribui-se generalidades às riquezas como estivessem nestas propriamente o antecedente fomentador das chagas  sociais. Mas admitamos...: elas não pensam; não tem poder de decisão e reação. Não o são galardoadas com a excepcionalidade da reflexão, das análises, da compreensão.                    O estado que se gerou em  decorrência de atributos inadequados postos sobre as posses materiais, como numa vitrine expõe o íntimo das pessoas, ávido que é pelo domínio e primazia.                                              
E assim, investidas de cunho jurisprudencial, sob regimento de uma seleta classe, operadas são qual rolo compressor esmiuçando parcelas fabricadas num modelo civilizatório impossibilitando-lhes delas mais abrangentemente dispor.

Poderia amargurar-nos e pasmar-nos a indiscutível realidade natural instalando ricos e pobres; patrão e empregado. 

Afirmamos haver nessa dinâmica sistematização qualificativos de magnificente sabedoria e proveito. 
Caso corretamente aplicada configurar-se-ia no mais perfeito agregador de incrementos elementares à construção ética de uma confraria transcendental. Esboça a dependência que uns tem dos outros, procedimento conveniente ao ajuste de unidades complementando-se num mesmo bloco, sendo também salvaguarda de combate à corrosão do agressivo egoísmo. Sem sombra de dúvidas o amor ao dinheiro, substanciado nos efeitos da fissuração e devaneio, é o grande impulsionador dos males presentes.

  A TEMÁTICA DO LIVRO

O raciocínio auferido ao escopo inventariando a obra ora em apresentação através deste seu primeiro capítulo -esboço dos temas a serem discorridos- com a devida vênia peremptoriamente não incensa os juízos de rigor fideísta ou cientificista, idealizados por parâmetros elementares na condução da comunidade terráquea.

Fideísmo (do latim, fé) se trata de doutrina teológica que, pregando verdades metafísicas, morais e religiosas, como a existência de Deus, Sua justiça e a existência de todas as coisas, despreza a razão preconizando serem verdades absolutas fundamentadas apenas pela revelação e a fé; enquanto cientificismo, concepção de matriz positivista, afirma a superioridade da ciência sobre todas as outras formas de compreensão humana da realidade: religião, filosofia, metafísica, etc. por ser a única capaz de apresentar benefícios práticos e alcançar autêntico rigor cognitivo.                                     

Pontuamos não ser feição debruçarmo-nos à minudenciar retóricas preceituais atinentes aos acima aludidos regimes, mormente ao caso de evidenciar-se nestas flagrante margem para "pontas soltas", o que impossibilita congruência quando numa contextualizada moção explanatória. 

Na estoicidade de buscar distinguir nas coisas o seu fidedigno modo de ser, nossa proposição volta-se à denúncia de resultados desencadeados em reflexo da conduta daqueles e que, no nosso planeta, tem impacto profundo, envolvendo a vida num geral. Aliás, sabedoria, na sua mais plena definição, consiste em virtuosa capacidade que discerne nas noções a sua genuína essência. Sábio é todo aquele que enxerga naquilo visto o seu absoluto modo de ser.  “A história julga só os resultados e não os propósitos”                      (Gregorio Marañon) 

Ainda que deletérias interpretações e versões de mundo insidiosamente se propaguem e prosperem reivindicando realidade plena, insidiosamente articuladas e industriadas na forja da doutrinação genérica e mal intencionada, sequestrando percepções e relativizando incoerências e histeria, devemos nos encurvar ante a presciência que prevê resultados plenos, singulares e de elevada vulta no superlativo da honestidade intelectual; haja visto homologar-se sobre premissas identitárias.

A luz imanente de subsídios indissociáveis e intransferíveis que, intrínsecos e amalgamados dão composição e materialidade aos fatos, tão somente sobre eles irradia atestado de escopo probatório quando, num processo de escrutínio, detém a tocante franquia de estabelecer diferenças rudimentares entre o que representa conceito de opinião e conclusão indene, aclarando- os dessa maneira por meio dos seus constituintes legais.                                        
Fatos jamais se prestam a tergiversação condensada na anfibologia perpetrando nebuloso significado às palavras ou marota coonestação de meias verdades, carreguem tais artifícios a loquacidade que for. “Se não existe nenhuma verdade última, então convicções podem ser facilmente instrumentalizadas para fins de poder” 
(João Paulo II)                           
"Na verdade, a mentira é um vício maldito. Apenas pela palavra somos homens e nos ligamos uns aos outros. Se conhecêssemos o horror e o peso da mentira, iríamos persegui-la a fogo mais merecidamente que outros crimes" foi o que escreveu o francês Michel de Montaigne no livro Os ensaios, mais precisamente no capítulo IX, intitulado "Dos mentirosos" e datado de 1580.               
O ensaísta ainda achava "que costumamos perder tempo castigando despropositadamente nas crianças erros inocentes, atormentando-as por causa de ações irrefletidas que não deixam marcas nem consequência”.                   As mentiras, sim, deveríamos combater tenazmente”, pois "elas crescem junto com as crianças". "E, depois que se deu à língua esse andamento falso, é espantoso como é impossível afastar-se dele. Se, como a verdade, a mentira tivesse apenas um rosto, estaríamos em melhores termos, pois tomaríamos como certo o oposto do que dissesse o mentiroso", considerava Montaigne há mais de 440 anos, quando nem sequer existiam redes sociais para turbinar o problema. "Mas o reverso da verdade tem cem mil formas e um campo indefinido."                 
O retrato atual da humanidade, com precisão cirúrgica, localiza-nos  contemporaneamente ao cumprimento da predição registrada há 2.500 anos, expondo um painel em que "o direito se retira e a justiça se põe de longe; porque a verdade anda tropeçando pelas praças e a retidão não pode entrar. Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa" 
(Is. 59:14,15) 

Qualquer, nestas ambíguas circunstâncias éticas, morais e intelectuais, arvorando-se do designativo verdade com intento de aplicar legalidade para alguma proposição apresentada, logo é objetado tendo de entestar o já corriqueiro questionamento retórico: "mas ... o que é a verdade"? 

Em definição prática e objetiva o conceito deve exemplarmente corresponder ao apelo dos fatos, e isto deveria ser antídoto de combate nesta epidêmica onda de dissonância cognitiva  devastando a ponderação criteriosamente racional,  emparelhando  
conclusões e convicções ao definitivo bojo da realdade.

O problema de quando a mente converte-se ao equívoco é que no trato cognitivo o verídico passa ter gosto de fel, enquanto o falseado naturaliza-se em iguaria com sensações de satisfação proporcionados pelo sabor característico ao mel.

A partir do momento que patranha passa ser meio hábil a captação do deslumbre (e obtém êxito nisso) qualquer postura idônea tende ser rebaixada à raso patamar de ingenuidade. Nesse caso, todo vínculo social fica fadado ao estímulo da malemolência.

A mentira é via de trânsito fluente por conter pavimento  relapso, descomprometido, negligente. O caminho da correção exige renúncias, responsabilidades, disciplina, abnegação, paciência e prudência. Exige esforço e empenho. Nesse caso não é vereda agradável aos velhacos, preguiçosos, maliciosos e maledicentes.

Da ordem instrutiva com abrangência de fomento religioso originam-se sortidas entidades, radicadas sob as mais diversas homilias; onde em cada uma destas, desde as mais concorridas às de menor expressão, expedidas lhes são dialéticas estatutárias referendando-lhes a cetro de perfectibilidade exemplar.   

Para nenhum adepto -seja ele de escalão elevado ou participante comum- tolerado lhe é transigir com noção perceptiva manifestando-se em contraponto àquilo pre-estabelecido pela ordem ou corrente o qual dispôs- se seguir; indolente a razões, deferências, obviedades; ou qualquer outro modo dirigível ao esclarecimento, mesmo sinalizado este por  demonstrativos de autenticidade. 

Desta mórbida esfera comportamental fertiliza-se os ciclotímicos fundamentalismos.

Claro, convém ser salientado que em toda essa sistemática de interposição mirando basicamente o enredar do percebimento humano, tal desvario não se deflagra em êxito como derivação exclusiva do apelo estendido ao adjacente anímico, predisponência espiritualista circunstante à psique dos homens, mas procede de facciosismos diversos atuantes pela terra, onde por recrudescentes moldes condutores propicia foro de anuência ao radicalismo extremo e as psiconeuroses, de tipicidade narcísica, condição alimentada através da supervalorização do autoconceito de sapiência suprema sobre demandas complexas,  urdindo caracteres petrificados compulsiva e obsessivamente no materialismo; e deste modo, com ideias de mundo avessas à sua real natureza, o factível é  remanejado segundo assentos particulares.                

Deve ser tomado em conta um designativo da mente onde o polo sensorial possui poderosa condição reitora de disposições. Entretanto, o seu esvaziamento, tanto quanto seu entorpecimento e enrijecimento também pode ocupar assediador lugar de reitora guia.

Referidamente à religião, preceptor indutivo cujas normas vinculativas com o interior dos homens favorece gozar fluência contundente sobre eles, culminou, como meio pedagógico, contar-se entre outras demais instrumentalidades possíveis serem arremetidas em cerceio à iniciativa do pensar livre; e consequente de tais articulações trevas permeiam ameaçadoras parte tão cara quanto lhes é seu tato discernente.

Concluímos, portanto, não ser o pendor de ordem anímica porta única de entrada na formatação da mentalidade.    Alinhamento a um pragmatismo legalista e literalista, potencializado ao absoluto, inverte valores isolando na mente a sua esfera supra sensível.

Isso pode tomar vezes de referencial originando personalidades biônicas, exorbitante e delinquentemente formalistas, tendo em si aniquilada sensibilidade na sua base de formatura.

A elaboração de um ser equilibrado não pode estar alicerçada especificamente em teor metafísico, matemático ou tecnicista. Terminantemente espiritualista, calculista ou materialista.                  Fanatismo, ceticismo e negacionismo se granjeiam deste flanco intensificando a atmosfera da estultícia.

Toda lógica se constitui de ambas resultâncias aplicadas de maneira empírica.

Não nos permitamos jamais coadunar com a estima comum onde palavras são aferidas ao condicionante do mero palavreado.    

Recaem sobre enunciações solene encargo, em especial aquelas capazes de gerar estímulos e impulsos mais profundos na pessoa dos seus ouvintes. 
Por serem os pronunciamentos eficazes formadores de consciência, cabe ao declarante sua utilização e aplicação regrada sob normas de critério e supervisionado siso. "Em uma época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário"        (George Orwell)

Já dizia Raul Seixas: “Cada mente é um universo

A egolatria, nos seres humanos, lhes inflama ao embate contra  razoabilidade e plausibilidade, e para tal devem todos atentar.

O sentimento de infalibilidade, quando os arrebatam, finca esteios radicalizados sobre base peremptória, irredutível, em detrimento e negação a toda realidade fática.

Também a pessoalidade  inexoravelmente manufaturada sobre o aporte da sensorialidade inflexível culmina em prisão e condenação da prudência.

Agora, depois de aprisionados nesse conducente labirinto de espelhos, embebecidos pela portentosa imagem ali prospectada, levantam-se em insubmissão contra a sua natureza finita, carente ser-lhe ministrada em constante e imprescindível cinzelamento de intelecto, caráter e personalidade, privativos rudimentares no flanco consciencial integrando a composição do ser.

Subsidiados por estímulos insurgidos de um âmago reacionário e contumaz, posicionam-se ofensivamente tomando de escudo a presunção elegendo-lhes inócuos e irretocáveis diante de admoestações advertindo e aconselhando-lhes  tomarem partido por necessários melhoramentos, como fossem mesmo superiores aquilo que em realidade o são.

O orgulho nada mais é que imperceptível precariedade no âmbito da autoafirmação e integridade de consciência perante categorias constatadas residirem para além do alcance de um espírito indigente e mesquinho.

Levanta-se em face da defrontação com níveis certificados mais nobres que aprazíveis conceitos próprios, postulando resignação e amoldamento à sua praticabilidade.

O eu humano é fera originalmente indômita, requerendo rígido adestramento e disciplina em prevenção de arremeter-se contra si na força do seu mais letal inimigo.

Parassem os homens a ponderar sobre sua incontestável posição localizando-os dispostos sobre um conglomerado de massa ígnea que atinge temperaturas insuportáveis a eles, dele separados por frágil película, e estando este bloco com peso estimado em sessenta sextilhões de toneladas a pairar sobre um vazio em deslocamento sob  vertiginosa velocidade atingindo sete mil quilômetros horários num espaço de vastidão praticamente infinita, quando mínimo abalo nessa estrutura os pulverizariam de imediato,  e por certo seus superiorizados pré julgamentos reputacionais repensados seriam e postos no seu devido assento.

Somos passageiros num trem onde em determinada estação do percurso compulsoriamente devemos descer pela impossibilidade de prosseguimento no curso da viagem, ainda que ardentemente desejemos continuar.

Nos aventuramos ingressar no campo minado que nos credita a senhores e árbitros sobre o tudo, sem sequer dispor- mos menor governo sobre o nosso próprio destino.

Existe um binário  conceptual fundido à práticas laborativas concretizando o exercício da vida, instaurado por competências de mecanismos de ordem operacionalmente cerebrais.      
Este aflui pelos primórdios mente consciente e subconsciente.

Na mente consciente qualificam-se raciocínio e memória de curto prazo.

É onde se julga, critica; tomam-se decisões; onde surgem planos e análises.

Parte representando cerca de 10% no montante da capacidade do cérebro.

Mas existe muito para além disso; exatamente no lugar em que se encontra a poderosa e fascinante mente subconsciente.

Este segundo seguimento também corresponde a extensões vitais e involuntárias do corpo, como respiração e digestão.                          

Daqui brota a tão valiosa criatividade e onde reside a memória de longo prazo: Os hábitos; os padrões de comportamento e as crenças mais profundas que se carregam.

Apartir desse privativo surgem as emoções e os sentimentos, também as coisas mais extraordinárias como a conexão espiritual, a intuição e a verdadeira sabedoria.

A mente subconsciente é sem dúvida misteriosa e carregada de poderes sobremodo elevados.                                                   

Embora não existindo qualquer estatística cravando números indicativos nesse sentido, através de acontecidos correlatos pode-se constatar que aplicação conjugada destas complexas ferramentas nas suas devidas funções deixa de acontecer em parcela bastante acentuada entre a nossa raça.

São passadas vidas inteiras usufruindo-se pequena parte do cérebro, sendo deixado de lado aquilo mais profundo e primoroso existindo nele.

Ilustraremos a performance deste acima referido módulo de ação conjugada usando em analogia  um jardim e seu jardineiro: Mente consciente representando a pessoa do jardineiro enquanto que subconsciente o jardim cultivado por ele.

Ele lhe lança as sementes, os pensamentos, mesmo aqueles acionados de modo inadvertido, e o decretório do caso encontra-se no feito de que sempre em que algo é pensado insere- se um “gérmen” no subconsciente; e é este, solo rico e fértil: faz brotar e florescer plantas de todos os gêneros ali depositados: quer sejam boas, quer sejam más.    O jardim não classifica plantas nele crescendo; essa incumbência recai a quem lhes oriunda.          Quem as especificam são quem as semeiam: E plantada saudável semente a colheita rende bons frutos; porém caso semeadas sementes ruins os frutos consequentes lhes serão respectivos.

Percebamos ser indefectível o multilateralismo existente entre causa e efeito na movimentação de generalidades consoantes aos estados da vida e que acontece através da mensagem recebida, sua amplificação no íntimo e subsequente desenvoltura. 

Pensamentos negativos empalidecem expectativas. Pensamentos de ira incitam a violência. Pensamentos complacentes naturalizam maus hábitos. Pensamentos libidinosos corroem bons costumes.

De igual modo pensamentos altruístas se contrapõe a práticas egoístas. Pensamentos alegres energizam o ânimo, contendo, inclusive, predicados terapêuticos.

Perceba-se que no pensamento concentra-se a origem da postura, porém este não é qualquer deliberação involuntária que, insubordinada,  inadmite controle sobre si. Ao contrário: é gênero manufaturável, por isso gerenciável da parte do seu usufruidor. Fazendo parte de uma cadeia de causalidades é também sub produto, circunscrito a demais fatores.

Uma imagem qualquer, capturada pelos olhos, recebe transmissão ao cérebro, onde anexada àquele complexo centro de processamento mediante duas vias distintas irá obter  decodificação. 

Em proporcionalidade ao volume de estima sobre ela depositado, submetida a abstraídos critérios avaliativos, irá receber notabilidade inexpressiva;  e como demanda dispensável em valores de aferição mais detalhada não provocará mínima sensação; consecutivamente não movendo produção relativa ao possível ser alcançado de computável e embutido nela.

Outrossim, mediante rigor cognitivo mais amplo, postulando- a à singularidades informativas de amplitude crescentemente acuradas, estabelece impressões de reentrancia profunda ao âmago, ativando-o em comoção, e isto, por compreende-la segundo sua natureza.

Desse modo, o pensamento, no seu fluxo geracional, recebe operação determinada através do parecer extraído ou imposto, imanente do modus operandis com o qual a concentração foi aplicada sobre a determinada imagem e as sensações que esta vieram estimular na mente.

É laboração imperfeita, com resultados imperfeitos consequentes, o lançamento de atenção sobre algo sem a mente conectar-se genuinamente àquilo.

O comportamento, dessa forma, é uma reação biomecânica acionada através de sensações recebidas da compleição interior, pareados que são em essência.

É como espelho, que reflete os elementos diante de si.

Tudo possível ser tracionado a resolução, como por exemplo um cenário vivenciado, mesmo numa lembrança,  dependendo do posto alocado aos exames constitutivos à sua ponderação pode receber percepções diversas, originando sentenças diversas, o que consecutivamente deferirá posturas diversas equivalentes e inerentes à conclusão resultante nessa engenharia em escalas.     

Respectivamente aos nossos desígnios e valoração como seres; partícipes; peças e partes integrantes ao formato do universo em toda sua magnificente complexidade; tanto naquilo deferido aos direitos quanto também aos deveres perpassados por ele a todo elemento lhe constituindo, caso laborados recursos de aporte cerebral justificados à importância de tão significativa posição disponíveis se acham acessórios capazes de distender esse processo cooperativo para volumes investigatórios gradativamente mais extensos e profusos, viabilizando assim sua contemplação postada por “detrás das cortinas”; por aquilo que acontece nos seus “bastidores”, oportunidade essa guarnecendo ao inquiridor condições de consubstanciar-se num crescente às referidas requisições.

Sem dúvida que, para todo humano, a diligência de mais avultada monta é aquela capaz de lhe decifrar limpidamente o real propósito da sua existência; porque diante da imensurável ordem envolvendo o dinâmico sistema do qual são os homens parte tangível, de fato, com relação ao mesmo se apequenam, e isto, precisamente, em decorrência de volume e maneira aplicada na atuação de compreende-lo; o que feito, auxiliaria também na percepção sobre a localização exata em que se encontram dentro desse elo infalível conjugando-os a si.

São subjugadas mente consciente e subconsciente ao estado de hibernação. São-lhes impostas a estas acuar- se num espaço chamado zona de conforto; rudemente agravando-lhes em sua eficácia laborativa.

Os reflexos de barreiras tais, atravanco nas reações introspectivas, manifestam-se em condutas destoantes, típicas a quem exaurido lhe estão exercício de faculdade emparelhada à excelência equivalida ao seu existir.                           

Se observarmos acontecimentos usuais... decorrentes a uma sociedade auto intitulando-se pós-moderna e intelectualizada; avançada em tecnologia e engenhosidade... ao assombro e estupefação inflingidos seremos confrontando-nos vívidas constatações: Como é possível tão brutais arroubos de racionalidade perpetrando- se da forma em que confirma- se ocorrer? E como toda essa condição ora presente pôde tomar tais rumos sendo trilhados? Que fator, ou fatores, como causa primária, tem contribuído no subdesenvolvimento associativo exarado pela humanidade, onde percebemos impensável nela menor possibilidade de consenso em torno de um sistema cujo usufruto englobe participação estendida indiscriminadamente a todos? Afinal, e os recursos de todos os nossos avanços, tão propalados e exaltados? Não estão sendo despendidos, ou são deveras ineficientes?

É incognoscível a descrição de uma contextura de seres, em tese inteligentes, onde nela ao mesmo tempo em que uns perecem assolados pela fome e frio outros se regalem em farta e supérflua abastança... onde mais fortes pisoteiem mais débeis... onde incentive-se mentalidade nivelada á atitudes destrutivas do seu próprio ambiente, seu lar, sua morada; reservatório em que se acham os recursos indispensáveis à sua subsistência... e tal linguagem descritiva  demostre-se soma de mínimo senso. Porém, infelizmente,  estas mostras supracitadas são confirmações de uma realidade presente, o que nos leva questionar sobre aquilo de fato acontecendo com os homens. Estamos mesmo vivendo tempos deveras estranhos, onde a mentira constrói um sistema social auto destrutivo, não reconhecido como tal, dados o disfarce com que se articula causando vislumbre aos olhos das suas próprias vítimas.

O sentido da vida, sentença de grupo nominal que, obstante toda singeleza aparentada na verbalização acorrida em minúsculo número de letras, por inteiro customiza a temática biográfica de toda e qualquer história desenvolvida e consumada nesse nosso plano existencial.

O modo de como no agente cognitivo é recebida e por decorrência deslindada e gerida acha-se intimamente ligado a pessoa do indivíduo, manifestado pelo seu comportamento, o que reflete consequentemente sobre o comportamento da sociedade num todo. 

Desconhecimento, ausência ou confusão dados ás razões e rumos do existir acaba tornando-se promotor de desordem procedimental acometendo criaturas dotadas de capacidade pensante, independente à classe social, raça ou cultura que faça parte.

Esse capítulo introdutório formaliza uma sinopse do conteúdo a ser explorado pelo decorrer desta literatura, cuja circunspecção lhe remete a constitutivo de visão de mundo crítica e imparcial, descortinando a realidade humana ao penetrar-lhe em suas delegações mais profundas e insondáveis à projeção de um crivo tipicamente segmentário.       

[O diligenciamos quase que integralmente volvido à tônica "informação" por entendermos os níveis de imprescindibilidade  aglutinada ao tema.

Embora que corriqueiramente a humanidade disso não se aperceba, em larga escala deferindo-o ao insignificativo... reiteramos frisar sermos cópia estritamente precisa daquilo que nós pensamos.

E no centro do nosso processamento construtivo do ser, sacramentalmente, imperiosamente,    passamos pela incidência de toda espécie de informações pulsando instante a instante ao nosso redor, de onde as captamos e as absorvemos, lhes assimilando e tornando-se então o determinador de intenções e objetivos. Somos aquilo que lemos; o que ouvimos; o que assistimos; as pessoas que convivemos; as escolhas que preferimos, etc.        

O legado embutido dentro de toda informação remete, ou pode ser convertido, tanto para usabilidade do bem quanto para o serviço do mal. Tanto para nosso benefício, quanto para o nosso malogro. Tanto para nossa transcendência a seres inteligentes e sábios, quanto para nossa decadência como criaturas abruptas e desconectadas da legitimidade dos fatos.

Eis aqui motivos plenamente justificáveis para dedicarmos um capítulo inteiro “batendo nessa tecla”] 

Lógica é um substantivo feminino com origem no termo grego logikê, relacionado com logos, razão, palavra  ou discurso, que significa a ciência do raciocínio.  

Parte da filosofia que trata das formas do pensamento em geral (dedução, indução, hipótese, inferência, etc.) e das operações intelectuais que visam a determinação do que é verdadeiro ou não.     

Tão inexoráveis atributos lhe constituindo, quando agregados ao afazer distendido no labor de desvelar paradoxos, via de regra abordando- lhes pela avaliação de parâmetros, invariavelmente incrementam ao desempenho dessa empreitada a fundamental presença da impessoalidade; dinamismo viabilizando ao juízo possível ser extraído compatibilização concomitante à sua genuína feitura. 

Neutralidade total e irrestrita em prol do encontro de conclusão efetiva respeitante a veridicidade compondo fatos, dadas a contumaz susceptibilidade para propensões quais se acha passivo incorrer o espírito humano, torna-se posto de indizível carência. 

Demanda disciplina árdua de mente consciente e subconsciente no reciclo em suas funções.    Comprometimento incondicional para com o entendimento legítimo daquilo cercando o tema submetido à averiguação e análise.

Sempre que nos atermos ponderar sobre o significado da vida em seus propósitos e relevâncias, faz-se obrigatório alocação do nosso eixo discernente ao seu mais pleno equilíbrio; sem presença mínima de convicções tendencialmente pessoais que, nutridas, possam e venham hibridar a contextualização dos frutos obstaculizando uma colheita sadia.

Entendermos os motivos, não simplesmente do modo, mas também do porquê e para que viemos ser tornados em frações no campo da existência, mediante sumária isenção imposta a padrões de raciocínio empenhados ao encontro de respostas satisfatoriamente concretas nos levarão compreender, além das razões, também o que devemos em ações positivas adequar às perspectivas correspondentes. 

A excelência da vida é fazer de cada segundo seu um aprendizado.
Conhece-la pelo seus precedentes é missão delegada à todos que lhe usufruem.

Se acham nela inseridos desígnios capitais intrínsecos ao seu exercício os quais terminantemente não se pode abdicar.

Uma entre estas grandes exigências diz respeito a necessidade fundamental de serem preservadas nutrição e higiene do corpo; porém, a função de amplitude máxima aponta para o cabal dever da alimentação saudável e abundante do intelecto, conservando-o assim incontaminado e operoso.

Todos nascemos investidos de três formidáveis prerrogativas: uma mente, um corpo e um espaço dentro do tempo. Devem ser estas administradas em consorcio na desenvoltura caracterizada pelo viver.  Ninguém vem a este mundo apenas para fazer peso nele.          

Cabe à cada qual descobrir sua finalidade. 

No intuito de sem preconceito utilizarmos recursos encontrados em toda e qualquer fonte de saber, uma vez que permitam estes agregar valores ao amadurecimento intelectivo, os tomaremos adicionando-os às asserções apresentadas aqui.  

Questões paradoxais e controversas que, ininterruptamente insuflando perplexidade aos homens, requerem-nos serem recorridos a todo elemento disponível afim de podermos alcançar justificações óbvias e inteligíveis.

O sentido da vida nas pessoas marido e esposa perante o círculo do matrimônio e da família.

O sentido da vida nas pessoas pai e mãe perante o trato com a pessoa filho, e vice e versa.

O sentido da vida na pessoa laboral perante necessidades e propósitos pelos quais trabalha.

O sentido da vida na pessoa gestora perante responsabilidades com a saúde do seu corpo e mente.

O sentido da vida na pessoa do indivíduo homem perante austeras leis de um universo que o abriga e sustenta.

O sentido da vida na pessoa tangível perante uma conjunção abstrata que requer ações para formar vínculos.

O sentido da vida na pessoa restrita a ação do tempo perante mistérios que ultrapassam eras... São itens pretendidos receberem especiais observações nesta obra. 

"É necessário fazer outras perguntas, ir atrás das indagações que produzem o novo saber, observar com outros olhares através da história pessoal e coletiva, evitando a empáfia daqueles e daquelas que supõem já estar de posse do conhecimento e da certeza" 

(Mario Sergio Cortella) Filósofo e professor brasileiro. 

                                                                                                                    FOMENTADORES DE SENSO COMUM


Deveria ser repugnada  à nível de retrocesso sem precedentes o embate acontecido entre as instâncias de berço filosófico e científico, abarcado que é partindo de posições privativamente pessoais.

Nada além disso. Ou nada que inspire outra impressão esse tal proceder.

Transparece, mesclado nesse contendor imbróglio, medindo forças, prepotente egolatria narcísica pleiteando senhorio sobre o saber, porquanto se abdica uso congruente da razão no insensato ânimo que almeja um ao outro desconstruir. 

Não estimam seus depositários a excelentíssima deliberação galardoando em prodigalidade o fim pelo qual vieram desabrochar como fundamentos destinados ao suporte de humanos elevando-os à instância de conhecimento e inteligência superior referente a si próprios e ao ambiente onde estão abrigados; e com esse empuxo nesse rumo aprimora-los sempre mais na sua condição de membros.

Entretanto, tão prestimoso serviço, maculado no cerne pela sobreposição dos interesses particulares, teve seu efeito revertido ao contrário: infligiu à sapiência quedar desarticulada no seu norte orientador, fazendo restar para seus dependentes esparsos destroços num revolto turbilhão de desajustadas indefinições.

Senso crítico consiste em conhecimentos baseados na crítica, na reflexão, na pesquisa. Senso comum se propaga respaldado em conhecimento irrefletido e modo parcial de pensar entre a maioria na população; noções normalmente admitidas pelos indivíduos. Conselhos e tradições populares que, propagadas, são albergadas como verdadeiras, e seguidas. Herança cultural retrógrada e danosa.

Seguimentos de múltiplas flexões tomam uso de retóricas maliciosamente ajustadas à captura de simpatia nos seus ouvintes, com isso parasitando mentes, dando invólucro a imaginações que, no final das contas, favorecem unicamente seguimentos distintos.                             É perceptível inúmeros ramos religiosos separando crença e elucubração, praticabilidade vetor de apreço ao procedimento conduzido pela consciência regrada em sabedoria e que auxiliaria estupendamente pessoas em suas tão intensas e variadas necessidades.   

Vemos também tantos obradores de ciências ignorando evidências plausíveis, insensíveis ao fato de poder concentrarem-se nestas o meio atribuível ao soerguimento daqueles mais desprovidos; e por isso fazerem ambos, acabam se desqualificando no mister tão significativo quanto o atender aflições, em  grande perte insufladas por eles mesmos. Raízes não são âncoras...
"Na vida, nós devemos ter raízes, e não âncoras. Raiz alimenta, âncora imobiliza" Mario Sergio Cortella

É explícito existirem "laranjas podres" dentro de cada "balde", mas nem por isso precisamos nos deixar seduzir pelos seus motes capciosos.    

Há poucos anos, em ato de irrefletida soberba, o finado Stefhen Hawking publicava em literatura intitulada “The Grand Design” haver  Deus e a filosofia sido mortos pela desenvoltura que decifra equações matemáticas, componentes de leis da física.

Reiterou, obstinadamente, mesmo ás portas da morte, no livro “Brief Answers to the Big Questions”, que “Não existe um Deus. Ninguém comanda o universo

Desconsiderou o impacto que palavras tais, provindas de nome tão influente quanto o seu, poderiam e viriam causar.

Estas exteriorizam conclamação de ego não submetido à debilidade do próprio corpo, com saúde frágil desde sua juventude, uma vez não incrementarem avanço ou benefício prático, concreto, para o bem da humanidade. 

Conhecer o funcionamento dos buracos negros, prevalência dos seus incansáveis esforços, não acrescentou avanços para solução de problemas graves enfrentados por aqui. 

Obviamente não devemos jamais tomar seus estudos nesse campo e imputa-los à somenos importância. Longe disto. Mas sugerimos que mentes brilhantes típicas a sua deveriam privilegiar resoluções dos acima referidos impasses como iniciativa demandando atenção especial e urgente.           

Parece que trabalhar alternativas nesse sentido não motivam nem impulsionam vistosa satisfação pela conquista de tão honoráveis resultados, caso fossem alcançados.

O direcionamento dado para a criatividade humana é canalizado incontinentemente àquilo arredado do seu alcance, abrindo mão de etapas necessárias serem galgadas para então ser obtido.

Com certeza não estamos sentenciados ao existir em clausura, restritos a um pequeno ponto no infinito; mas devemos primordialmente buscar antes um perfeito entendimento sobre onde e em que a planta dos nossos pés se firmam.

Se não me disponho a organização da minha própria casa, como obter respaldo que me capacite projetar ações que funcionalizem o bairro?  

Se a grande volúpia em descobrir planetas aptos ao abrigo da vida seja motivada pela projeção de iminente impossibilidade de sobrevida aqui, não seria caso de mudarmos o pensar e restaurar aquilo que nos está destruindo?

Ora...  Se não tivemos  competência e esmero para cuidarmos desta morada, destruindo-a, não faríamos o mesmo com outra a seguir?

A história imortalizou em proeminência célebres estudiosos ao serviço da pesquisa nos mais diversos campos e cujo esforço rendeu exponenciais resultados para subsídio das gentes; mas causa estranhes  haverem enfrentado ferrenha oposição quanto ao trabalho idealizado. 

Se torna impossível olvidarmos os malefícios de uma teologia estrategicamente embasada em desenvolturas exteriores à alma, protagonizada por imodestas ordens religiosas, que se espalha qual praga de gafanhotos. 

Aventuram-se estas na inversão de lugar concernida a praxes tipicamente terrenos e esferas regidas para além da nossa compreensão do tempo; trazendo miséria ao complemento racional das pessoas, algo tão primoroso na evolução individual e coletiva. 

[Vale aqui uma observação taxativa: O posicionamento desta obra literária não pode ser interpelado como antagonismo ou aviltamento da religião. Absolutamente. As contestações insertadas nesta escrita arguem especificamente seu incestuoso uso no emprego almejando benefícios particionados à alguns.

O espírito revestindo de originalidade a religião combate todo juízo de valor que gradue formas de vida.

Qualquer apreciação religiosa albergando ditames nos quais incondicinal respeito aos direitos basilares por natureza outorgados a todo elemento adjacente à vida, não lhes imputando ao seu devido lugar de regra obrigatória para conquista de um  proceder excelente, deve ser denunciada como espúria.

Não estamos sugestionando ao devoto da crença condescender com ilicitudes deslegitimando acalentados princípios em favor de um mero arrebanho; porém, caráter segregador não lhe compete como apregoador de paz e unificação que deve ser.

A liberdade para desempenho da causa acreditada e defendida tem de ser irrevogável na construção de uma sociedade pujante e ordeira, quer outros concordem ou não. Democracia, no seu  lato sentido, nada mais é que ambiente ou espaço garantindo ao livre arbítrio total operação.

A posição de religioso em qualquer, dentro de um plano democrático, admite dirigir-se a outrem considerado desvirtuado comparativamente ao seu próprio modo de entender as coisas, mas desde que haja consentimento deste outro para tal; jamais de maneira compulsória ou discriminatória. Exemplos deixados pelo maior entre todos os pedagogos da história: Jesus Cristo]

E assim tem prosseguido homens responsáveis pelo cinzelamento humano incorporado ao saber de caráter científico e filosófico.

Distorcem o nobre ofício e obrigações lhes designado.

Enquanto em seu ilustre cargo de “endireitar caminhos” para a nossa raça, atendem transviada disposição conduzindo- na pelas “trilhas tortuosas e batidas de antigos bezerros”, que começam pelo incerto e fatalmente também terminarão em destino não diferente.

Interpõe- se na delegação de um e outro gerando confusão e atropelos quando, em são congraçamento ao bem, deveriam tutelar aquilo “por dentro” e “por fora” do homem em prol de benefícios estendidos uniformemente a todos neste planeta. 

O conhecimento englobando os objetivos da verdadeira fé aproxima o homem da ciência; enquanto conhecimento compondo objetivos da verdadeira ciência compenetra o homem à fé.
"A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega"          (Albert Einstein)   

A solene ocorrência  devendo constrange-los em abnegação instrui que regulamentações de campo metafisico e matemático caminham de mãos dadas no universo, quadro evidenciado por ele e pelo qual nos confidencia quem realisticamente ele é.

Ignorar tal fato implica em desvirtuação do discernimento sobre aquele cenário perante olhos observando-o imbuídos do interesse em lhe esquadrinhar. O que ocorre: Na arregimentação científica devotada à busca de entendimento respectivo às suas imensuráveis singularidades, incluindo também consecutivamente toda circunstância envolvendo a vida, quando deparados com barreiras as quais, abdicadas plataformas de alçada da filosofia, dados aritméticos se tornam inexpressívos para transpor, vem o “estrangulamento” da veridicidade por meio de argumentações valendo-se do recurso das teorias ambíguas.

[Entenda-se que quando mencionado filosofia não estamos simplesmente preconizando disciplinas acadêmicas radicadas à matéria, mas sim toda terminação que sonda fatos pelo abarcamento das suas lógicas.

Acreditamos ser todo pensamento concreto importante sim; mas sempre deve estar nele assentado predisponência à visão abstrata]    

No campo do crescimento em erudição derivado da abordagem de ordem espiritualista, as coisas não acontecem diferentemente das manobras acima.

Este afazer, no modo como tem sido operado, estima como filamento a lotação de divindades constituídas de elementos pertencentes a dimensões separadas da realidade, contingenciando-as por lendas santeiras.

Aí sobra espaço bastante para elaboração de ainda muitos outros "deuses". 
O Deus ensinado por imensa parcela da cristandade, que a si mesmo declara-se entidade pessoal e produtora de elementos tangíveis, é representado cordato à mistura que soma inteligência a um curso sem regra; alguma espécie de criatura virtual pensante, composta de ar ou sabe-se lá que materiais em seu imaginário prospectam com o fim de lhe validar.

Este aplicou tabelas químicas e equações aritméticas ao formato de um cosmos absolutamente palpável, o que torna esse fato um contraponto naquilo que afirmam.

Nesse caso, como vem sendo feito, sua pessoa ou imagem termina mesmo se confundindo com mitologias contemporâneas e antigas, onde em elementos tocáveis são feitas partições entre  matéria e energia enfocando na segunda uma metodologia que formule dogmatismos para os seus devocionais. 

Dessa prática se oriunda o pensamento que enxerga um deus em cada uma das incontáveis unidades pelas quais a natureza é composta.
Até hoje ninguém conseguiu explanar em atestado certificativo alguma especificação de como se estrutura o corpo divino, porém, posto por alicerce o prisma da lógica imparcial em observações daquilo que se denomina como criação sua, e também conforme alusões bíblicas nesse sentido, pode-se concluir ser ele organismo pessoal que identificado de alguma maneira com à base da formatação humana possui atributos de indivíduo passível a emoções e objetivos definidos no seu proceder.

E assim, em meio a essa enxurrada turva de sofismas perniciosos, as pessoas são lançadas sempre mais absortas e distantes daquela solicitude capaz de lhes consciencializar sobre o seu devido assento como peças calculadas a compor este portentoso edifício coletivo chamado existência.

                

A SITUAÇÃO ATUAL DA HUMANIDADE

Talvez jamais tenha havido na história desse mundo fase onde fidedigna percepção sobre a nossa realidade se fizesse tão prestimosa.  

Entendermos quem de fato somos no nosso âmbito interior; nos conhecer mais profundamente; e desse marco zero nos conduzir em gradual aprimoramento no nosso perfil de indivíduos.           

Todo processo de elaboração da pessoa, para alcançar eficiência na sua operosidade deve partir de dentro para fora; jamais seu contrário. Ninguém conseguirá edificar o seu pilar íntimo estribando-se naquilo possível ser dimensionado pela amplitude exterior, tal qual a planificação de um logotipo elaborado afim de referenciar o conteúdo numa embalagem. Isto pode funcionar muito bem em produtos; não, porém, com gente.

Vivemos dias os quais, que pela atuação de um sistema sutilmente instaurado no seio humano através de ardilosas governações a ansiedade impera devastando mentes oscilantes; onde capacitação e destreza na lida com frustrações próprias torna-se vultuosa conquista perante demais outras experiências de luta.

As funcionalidades propiciadas pela revolução tecnológica moderna infundiriam significativa parcela de emprego útil, caso houvessem sido elas idealizadas à parte de retornos exclusivamente tendidos ao lucro dos seus fabricantes.  

O lograr tais recursos, em acordo com necessidades basilares, tem determinada relevância em se tratando de bem-estar terreno; entretanto reclamam cabidas regras de uso tangentes a moderação e posição que recebem numa escala de importâncias.                                                              Não se pode ignorar a agilização crescente nos transportes e nas telecomunicações, por exemplo, comparando-a com dez anos atrás.   

Porém, tudo tem seus riscos. Os artificialismos, metamorfoseados de necessidade suplementar para ideais absolutos, e tornados prioridade máxima no fito das pessoas, como de fato vem acontecendo, as instilam a patologias mentais de toda especificidade.

É comprovável, diluindo qualquer tipo de argumentação contestatória, que absolutamente todas as coisas existentes, extrapoladas na sua ordem natural, ou seja,  ultrapassadas na forma que existem pelo seu rudimento, sua natureza, trazem consigo efeitos colaterais com danos geralmente irreversíveis. Os alimentos industrializados são uma prova disto.

[Não seja tomada a retórica aqui tecida manifestação contrária relativamente ao aporte da tecnologia, instilando sugestionar que nos portemos como eremitas.

Estamos simplesmente explicitando a dualidade positivo/negativo inserida no contexto que, obstante ao fato de uma volta ao mundo tenha sido possibilitada dar-se num espaço de pouquíssimas horas, a extinção completa da humanidade também acabou sendo resumida ao simples clique de um botão. Este é o grande contraditório justaposto na engenharia moderna a qual estamos salientando aqui pelos seu prós e contras]

O desenfreado delírio humano pelo comportamento regrado via padrões postiços, premeditadamente comercializáveis, geram estereótipos cuja aparência não condiz, primeiro, com uma realidade econômica propicia, e nem tampouco com estrutura emocional e física capacitada à tamanha carga.

O alto rigor monetário dispendido na aquisição e manutenção destes padrões de vida afunda-os sempre mais na maquiavélica ansiedade.

Além da questão envolvendo o briefing financeiro, artigos da modernidade também instilam ao transtornado preciosismo que transfere para aquele se achando ao lado uma versão de concorrente devendo ser ferrenhamente digladiado, acarretando ainda maiores flagelos sobre uma sociedade já em frangalhos.             

Institucionalização do ego; idolatria cultual prestada às formas do corpo; lazeres e prazeres exacerbados e desencaminhadores... a despeito de todas as consequências lhes decorrentes são a elegida instrução lançada nas mentes por este sistema de mundo atual, extirpando das consecuções o préstimo da simplicidade; modéstia; recato; dignidade e honra; promovendo esmagadora inversão de valores e alimentando a indolência do coração.

Tornou-se praxe banal  atribuição de moralidade aos imorais, prudência aos incautos, serenidade ao conflito.

Mentalidade equilibrada frutifica paz.

As palavras de alguém, elencando haver multidões cujas expectativas não ultrapassam o "comer, defecar e dormir", para além da linguagem cínica apontam um cenário estampando essa face cruel.  

Com certeza sofre a humanidade graves transtornos de ordem anímica nas mais variadas instâncias. 

Aceleradamente cai em desuso o salutífero deleite das inter-relações enquanto esmorecem princípios fraternais e humanitários, quedados à nulidade, impulsionando pessoas a enveredarem no tenebroso vácuo da vida sem rumo definido, penando as lágrimas deste caminho. 

Estatisticamente a depressão nervosa encabeça uma lista de doenças que mais flagelam e matam no mundo. 

Este mal se robustece, de causa para efeitos, em grande parte das incidências pela fragmentação nas perspectivas que projetam futuro, resultado de frustrações mal resolvidas nos mais diversos teores. 

Convivemos em meio a uma severa crise de identidade. 

Há um extenso conjunto circunstancial responsável pelo que ora acontece. 

O foco atrativo dos fascínios preeminentemente margeia o surreal. 

As pessoas são arrancadas; desconcentradas; alheadas; relativamente àquilo de fato acontecendo ao seu lado; e para isto contribui larga lista de determinantes, dentre os quais poderíamos aleatoriamente citar alguns: Narrativas, que sob nuance de cultura são embutidas em contos, romances, novelas; cujo desfecho costumeiramente encerram tornando em herói o mocinho que definitivamente vence superando a tudo e a todos, coisa que no sistema de mundo real não funciona exatamente dessa maneira.

A vida não se resume absolutamente de triunfos, e não podemos pensar que somente deveremos vencer para sermos dignificados em notabilidade.

Há honra e ensinamentos também nos contratempos, desde que com galhardia encaremos nossos malogros.

Igualmente vitorioso é aquele que supera seus próprios insucessos, admitindo-os e tolerando-os como probabilidade circunstante a qualquer incursão.

A inflexibilidade da gloria arrogante é veneno lento, porém irremediavelmente mortífero.

Revistas especializadas no acompanhamento de celebridades em geral, romantizando glamour, prestígio, status, fama, popularidade, como prêmio destacando o sucesso na vida, fazem singeleza e modéstia parecerem indignas de atrativo maior, empalidecendo apreço e simpatia naquele que vive dessa maneira.

A pessoa que transforma em ícone uma figura tendo como base única  sua visibilidade, impõe aos pensamentos o divagar pelos traçados frívolos das ilusões.

Atingimos um estágio onde num comercial de creme dental necessariamente deve haver uso da silhueta feminina ou masculina seminua para poder despertar atenção. Aliás, os comerciais são confeccionados sobre conteúdo bizarro, idiotizado, em clara demonstraçao de como é considerado o público alvo, este que é atraído por aquelas sandices por mentalidade identificada às mesmas. 

Aparelhos tecnológicos de recreação, furtivamente acaçapando tempo de vida útil em usuários, irrevogavelmente os sentenciam às fantasias dos delírios fomentados via jogos e outras leviandades encontradas neles.

Penteados atípicos e incomuns. Modelos inusitados de vestuário. Grifes de roupas e calçados supervalorizados exclusivamente pela sua marca. Piercings, tatuagens, gírias, músicas aflando apologias em palavreado e ritmos, e uma serie infinita de tantas outras licenciosidades induzem operação de pensamento a exilar-se num mundo lúdico, alheio ao factual.

Os pais modernos pecam grandemente com sua prole quando lhes concedem a satisfação dos desejos de maneira desregrada, sem haver limites claramente impostos.

Inexiste apreensão quanto aquilo por crianças e adolescentes dispostos serem admirados e cultivados, permitindo-lhes serem lavradas e introduzidas num labirinto de conducentes desencontrados e incompatíveis com uma equilibrada formação.

Muitos juvenis são tratados como planta crescida à sombra: em recebendo os primeiros raios solares mais intensos murcha e seca-se quase que de imediato.

O número inconcebível, estarrecedor, absurdo e sempre crescente de suicídios, ceifando vítimas de todas as classes e idades, muito particularmente a jovens, tem relação direta com o gênero tendencial de vida instaurado no percurso humano.

Quando ocorre um choque de realidade... Quando em dado momento, por uma circunstância qualquer, essa pessoa é despertada para àquilo que é inconteste... Quando esta de repente descobre ser a vida real nada comparável ao mar de rosas adubado no imaginário...entra então em colapso.

Alguém não fundamentado por orientação previa, ao experimentar o dissabor das adversidades, sob o menor pressionamento tende-se ao sobressalto e recuo nesse duelo.

O sentimento de impotência diante do obstáculo desloca peso no contrabalanço que blinda a sanidade, fazendo-o pender para o lado obscuro da existência.

Que preceptores norteiem seus educandos quanto às inverossímeis propostas ofertadas e constantes neste sistema de sociedade.

Que saibam ser tênue a linha divisória entre honradez e sub condição moral, espiritual e ética. Que deste segundo monopólio eclodem os zumbis carregados de ódio, insensibilidade e corrupção; estabelecendo para si uma lei que destaca o uso da malícia e força bruta no âmbito associativo humano, onde um tem de ser fragilizado, aniquilado, para que então o outro se sobressaia.

A harmônica base da família regrada... respeito e consideração devida ao semelhante... salutar afinidade com o meio ambiente... o que em si mesmos contém predicados enobrecedores, estão sendo drasticamente arrojados a insignificância porque o avultoso diferenciador da intelecção, por meio dos empreendimentos provenientes de homens incautos, aos poucos se entumecem em aplicabilidade.          

Percepção sobre um real sentido para a vida está muito distante daquilo aparelhado ao acesso de indivíduos em construção no cotidiano das grandes massas, que pelas distrações causando amortização nos movimentos de autocritica são compungidas a mediocridade, assim nominada por estudiosos do comportamento humano.

 "Entre o sábio e o ignorante a diferença é a mesma entre um vivo e um cadáver" (Aristóteles) 

A violência que toma conta das ruas; Atentados e chacinas; Latrocínios. Sequestros. Crimes contra o patrimônio, contra a mulher, pais, filhos, irmãos. Rebeldia... Vícios de todas as variedades agrilhoando e fazendo perecer jovens em tenra idade... Corrupção e aviltamento do caráter, entre tantos outros flagelos a açoitar violentamente pessoas cuja única destinação seria pisar esta terra qualificando-se para edifica-la em equânime estrutura coletiva de bem-estar, advém todos da cultura dos pensamentos agentes de interesses pervertidos.

Com o fim de preservar as massas sob custódia, a classe dominante do mundo lhes impõe a cooptação do discernimento, obscurecendo-os em seus dotes de tino quanto à excelência do existir.

Tanto menos se pense mais interessante se torna para os donos da terra. Dostoiévski dizia que “A melhor maneira de impedir que um prisioneiro escape é garantir que ele nunca saiba que está na prisão

Pode ser constatado um sistema prevalecente agindo às surdinas na sociedade: Sob os mais variados pretextos de evolução pessoas estão sendo disfarçadamente compelidas adaptar-se a predisposições hibridas.

De múltiplas maneiras o arbítrio está sendo sentenciado margear completa inoperância.

É uma intrínseca rede bloqueando todo atalho com possibilidade de escape.

Ou ajoelha-se ao conglomerado, ou estará isolado dele; ficando sujeito a sanções pertinentes.

Ou se adquire determinado item por eles disponibilizado sob financiamento ou não se conseguirá subsistir aparte dele.

Esta é a genética dos pensamentos lançados sobre as pessoas: a humanidade tem de evoluir tecnologicamente.

Aquele não acompanhando os presumidos avanços nessa matrix padecerá sob sentença de retrógrado e ultrapassado.

O que não se divulga é que por detrás da propalada ascensão existe um seleto grupo de pessoas se privilegiando.
Por mais conveniente seja a utilização de recursos manufaturados e industrializados no nosso dia a dia, não podemos permitir  sermos absolutamente absorvidos por eles a todo tempo, como se neles estivessem inseridas toda nossa possibilidade de subsistência. Devemos reservar momentos em que o nosso eu natural flua e vague livre os verdes prados da vida.

Colher-se uma fruta na árvore; caminhar descalço na relva orvalhada; dormir à brisa da noite, respirar ar inalterado, comer algum produto orgânico, etc. farão com que retornemos às nossas raízes, mesmo que por curto prazo. 
Tal condicionará maior aproximação ao teto que nos abriga e sustenta, expandindo nossa visão e investindo-nos de autenticidade neste elo nos conjugando a si.

As nações se alfinetam na guerra comercial, respaldadas em suas razões próprias; e a todas lhe são imputadas o viés dos interesses vernaculais afim de legitimar suas ações, enquanto o planeta sucumbe em completo desarranjo.

Ultra nacionalismo foi ardilosamente misturado com patriotismo afim de que fronteiras pudessem ser criadas, separando concidadãos do mundo e rifando o jugo da terra, favorecendo a divisão de classe onde uma em especial, a elite, fosse beneficiada.

A fábrica da doença; das armas; setores econômicos e políticos; aguerridamente encontram sustentação nos primeiros assentos do poder convergindo autonomia para dependência; soberania para subalternidade.

Exatamente pelas coisas desde longa data gradativamente virem sendo articuladas assim, centímetro a centímetro, palmo a palmo, rumo ao alvo da subjugação completa dos ditames de consciência, sufocando a hegemonia da boa escolha nos indivíduos, é que a humanidade culminou em deparar-se com a situação ora presente: perplexa e atemorizada pela profundidade em que a dormência dos sentimentos suprassensíveis imerge implacavelmente os povos.
E onde estão os eruditos capacitados a prestarem auxílio em tão grave crise identificativa? Simplesmente enclausurados em protótipos convenientes a si, de onde traquejam convicções, lutando com unhas e dentes na conservação de postos graduados dentro de cada sistema.
Religião embatendo ciência, temorosa que esta venha lhe usurpar seu lugar, enquanto ciência, em idêntico espírito arrogante, divisa na religiosidade o concorrente inferior intencionado a lhe derribar.

Um estapafúrdio senso onde quem perde são os que delas dependem na consolidação do juízo regrado.

               

COOPERAÇÃO PARA O BEM COMUM

Se ousássemos imaginar uma sistematização onde cura do corpo estivesse associada com a revitalização da alma, não sob regras indutivas, subjugando o arbítrio livre, mas como composto na indispensabilidade voltada para melhorias no bem estar do debilitado...Se ousássemos imaginar uma sistematização onde a cura de moléstias da alma estivesse vinculada a tratamentos referentes aos constituintes do corpo, o que de alguma maneira revela a mão de Deus agindo nessa direção, uma vez que saúde de alma e corpo são corroborativos e intrínsecos, como isto poderia ter um extraordinário efeito!
Ah... Não!!! Replicariam muitos. Isso é utopia!        É  um mundo utópico ?  Talvez seja sim! Porém, toda mente consciente o avaliará como ideal. Aliás, a natureza prova eficientemente que em essência ele é assim. Como nasce e morre todos os seres vivos é um demonstrativo claro que um propósito maior existe. Igualmente todos vem nús à vida e igualmente nús se despedem dela. Com base nesse prisma não deveríamos pensar que ele é possível? Se sim, porquê não o é? Não seria ausência de boa vontade em trabalhar as coisas segundo são os seus propósitos?

Se criou, para singularização do primeiro campo acima mencionado, barreiras jurídicas acobertadas pela sombra de códigos intitulados éticos.

Para a religiosa classe formadora de pensamentos processando fé de forma conveniente a si, o obstáculo recebe o disfarce de prevaricação dos dogmas que eles mesmos simulam. 
Se desobrigam diante da responsabilidade no modo transtornado em que conduzem a saúde mental, espiritual e física dos povos, inclusive transferindo para causas naturais as imperfeições acometendo-os. 

Quando se traciona a fatores hereditários o determinador das deficiências orgânicas, explicitamente sentenciam-se à natureza margens falhas e inoperantes.

O curioso nisso é que, para a energia regenerativa embutida nela, bem poucos se prestam a tomar tento.    

Quando uma criança nasce com qualquer espécie de má-formação, seja ela da ordem que for, onde verdadeiramente reside a origem desse transtorno: na biologia ou nos estilos de vida adotados pelos seus ascendentes?

Temos de nos desvencilhar da inclinação que justifica lapsos transferindo suas atribuições a terceiros assim camuflando-os na sua causa primária.

Algumas correntes de pensamento religioso incriminam Deus ou o diabo como causantes, enquanto técnicos grudam-se ao congênito como recurso para lhes tratar.

Filhos herdam o DNA "deturpado" pelos pais e como consequência disso seus resultados.

Se formou no imaginário popular a ilusão transmitindo às doenças o estereótipo de bichos feios vagueando pelas ruas e praças onde furtivamente escolhem vítimas aleatórias e as surpreendem.

Devemos entender que enfermidades, na sua expressiva maioria, são transtornos oportunistas que se valem de lacunas sensíveis no corpo para se instalar. 
Um equilibrado sistema orgânico é fortaleza praticamente impenetrável para vírus e bactérias; e essa estabilidade depende em muito de funções provenientes não só do corpo, mas também da alma, o que torna essa assertiva um escopo fundamentado para as arcádias que sondam o cientifico e o espiritual se tolerarem em recobro da humanidade.

Já vai tarde a hora que senhores do saber entreguem- se a causa de buscar soluções reais. Concretudes.  Não podem estes continuar usando sua prerrogativa para “brincar de deus"  
O planeta não suporta mais a voluptuosa operação de políticas articulistas às quais foi anacronicamente subjugado. 
Os extrapolados níveis de poluição; enfermidades de toda espécie; instabilidade climática fazendo suspirar de temor qualquer com pálida visão de futuro, e ainda uma lista extensa de tantos outros males, insuflados são por artimanhas estendidas às massas seduzindo-as a labores que se transformam em ações contra si própria. 

A humanidade não comporta mais rumos dados a religiosidade condensada ao missionário mais fazendo vezes de consultor financeiro que propriamente um líder espiritual; patrocinando e patrocinado por organizações respaldadas pelo trânsito do individualismo potencializado acima de toda e qualquer reação de senso comunitário. 

A humanidade não consegue mais arcar com a formação de psicoterapeutas, neurologistas, sociólogos, mestres em nutrição, etc. recebendo atenção e investimentos menores que formação de tecnólogos, por exemplo.

Não haverá mais tempo para recuperação nos danos caso não feitas agora mudanças de orientação nos assentos acadêmicos, que a despeito da sublime incumbência lhes competida acabou declinada ao fomento da seletividade, interferindo no andamento necessariamente elementar ao mundo.

Seria insólito um projeto de casa traçado de molde a ser fabricada com base em material único; um único elemento.

A construção perfeita se notabiliza pelo uso de massas diversas. Também a escola, ao invés de bonificar competidores, rivalizando ainda mais um já concorrido globo capitalista e impulsionador de desproporção, deveria preconizar cátedras de destaque maior ao consciente coletivo. 

Mestres encampados não sob licenciaturas influenciadas pela volúpia das políticas classistas, mas transmissores de gestão democrática, promotora de inclusão, alçando valores aos seus devidos assentos na associação das gentes. 

O paciente precisa do médico tal qual este depende do paciente, que dependem do laboratório tanto quanto este precisa deles também. O lavrador carece do feirante, e este, por sua vez, sobrevive em função daquele que planta, para servir consumidores que igualmente daqueles tem necessidade.

Não somos criatura singular. Somos plural. Não somos a natureza: somos parte dela, onde tudo serve a um objetivo específico. O universo assim se estabelece. É assim que ele funciona e através disso se emoldura.

Um lógico, imparcial e arrimado senso de realidade revolucionaria o íntimo das pessoas retroagindo a prevalência exclusivista enraizada profundamente na sociedade humana, uma vez que todas as coisas existentes, como um grupo de engrenagens trabalhando em harmonia, umas dependem das funções de outras para o funcionamento competente da engenharia num todo. 

Como é possível que leitura de vida sob tal óptica e descrição idealizada por um escritor jamais suposto existir, venha censurar instituições milenares criticando seu modo de ação? 

Mas em resposta a esta provável contestação lançamos um desafio: Proporcionar ao amigo leitor conjunções para que na sua cognição sejam lançadas bases habilitadas à compreensão de qual seja o real sentido da existência, mediante exposição de mundo crítica e perscrutadora. 

Não simplesmente subjugando- lhe os desejos, direcionando-os, mas dispondo-lhe premissas de lucidez sobre o que isto a ele representa, e que pode, por si próprio, elevar mais altos seus passos a galgarem degraus cujo topo o soerguerá em incremento da plenitude em sua pessoa.

Indivíduo bem resolvido com relação àquilo que pensa, sabe, acredita e labora, preservando sobre pilares fundamentados seus conceitos de justiça moral, social e espiritual.

Precisamos aprender que nenhuma sociedade civilizatória pode ser forjada sob os grilhões da imperiosidade.

Precisamos aprender que absolutamente todo elemento constituinte da cadeia existencial tem seu papel a cumprir, necessita cumpri-lo, tem o seu grau de importância e deve ser respeitado acima de toda e qualquer outra coisa.

Numa sociedade humanitária o patrão não está acima nem é mais digno que o colaborador, e vice-versa.

Cada qual tem seu valor dentro da função que desempenha e deve ser considerado com justiça por isto.

Numa sociedade harmônica cada membro tem seu posto reconhecido e sente-se honrado em exerce-lo.

           

 O REMÉDIO DO CONHECIMENTO DE DEUS

As pessoas querem saber o segredo do meu sorriso, da minha força, da minha fé. E querem saber de onde tiro as palavras, de onde tiro tanto amor; onde achei a receita para aceitar os problemas com felicidade. Então respondo: Em Deus” (Padre Fábio de Melo)

O que é fé?

Referente aos constitutivos albergados na disposição mental  deliberada fé, qualifica-los a mera vertente de escopo abrangendo o seguimento imaginário, sintoma inclusive derivativo de carências humanas; ou ainda, viés incutido mediante atuação convencedora de terceiros; e mais, noutro dissimilado aviltamento de gravidade maior catapulta-los ao expediente de barganha possível ser tracionada junto à instâncias superiores; ratificada nesta óptica pela ministração de ativismos maliciosos, lançam mentes ao estado mais lesivo para si: desconexão com o marco referencial notabilizado pela percepção que salienta em excelência os reais propósitos do existir; mesmo porque, sem esperança, a vida torna-se um movimento à esmo. Ninguém dispõe poder de granjear garantia que assegure-lhe plena certeza de despertar na próxima manhã; entretanto programa o alarme para disparar na hora preestabelecida.        Exclua-se o paradigma metafísico da experiência conseguinte ao exercício  do viver e esta tão certamente atrofiará qual  músculos sem exercícios.

Ponderemos a situação por partes.

Se condescendo com a ideia que estipula minha ancestralidade reduzida a alguma espécie de ameba desinteligente na amplitude do tempo passado, proposta oriunda de parcela opositora aos promulgativos da fé... o que, como entidades autônomas na construção e desenvolvimento do ser,  verdadeiramente seríamos nós hoje? Em que estágio nos encontraríamos dentro de uma escala evolutiva perpassando eras, e quais os distintivos forçosos a cada uma das etapas?

Assim sendo, perante a hegemonia de um universo que se conduz sob regias leis exigindo dos seus associados consistentes ações, em que me tornei e fatalmente tornar-se-á minha posteridade, e que importância teria um legado útil trabalhado por mim com reflexos presentes e futuros compatibilizando-me ao circuito a que sou parte integrativa?

Afinal... afim de que existimos? Viver setenta anos em meio a ardores, sem raízes, frutos, nem flores; sem origem e sem destino, e após desaparecer como se jamais houvessemos sido?  Nesse caso, que utilidade tem o conhecimento tão ardentemente buscado? Afim de que almeja-lo, se não perpetuará benefícios nem para a sociedade contemporânea, muito menos ainda para aquela por vir?

Também, quando admito a possibilidade de que vínculos vocacionados para a acima referida instancia superior resuma-se à reles troca de favores em atendimentos puramente pessoais...seria a fé o arcabouço do individualismo dentro de uma conjuntura que é plural?

Nesse caso, qual seria o fiel da balança: seu torque revolucionário e transformador ao bem comum ou a forçosa desenvoltura onde só o eu deve ser alvo definido?

Qual entre ambos teria veiculação mais incisiva, em tratando-se do cristianismo: o sacrifício de Jesus, que tem por finalidade me ingressar ao dote do crer e por meio do qual me adaptar a um reino multi participativo, ou minha recomendação através de formal e legalista uso?

Ambas as situações convergem para eficácia idêntica a um bote sem remos ou velas, num revolto e sombrio mar de correntes vagas. Que esperança de salvamento poderíamos acalentar?

Qualquer agremiação adotando meritocracia como diretriz promoverá a individualidade e consequente competitividade entre os associados, e deliberadamente a isso disparidades entre si.

Por mais que se fomente trasladar a fé para esse patamar, não é ela organismo de provento canalizado unicamente ao indivíduo professando exerce-la.

Os mais loquazes referenciais podendo ser aplicados a explanação pretendendo lhe aclarar nos seus múltiplos característicos fundamentais, podem ser extraídas dos exemplos deixados por Jesus.

Seu viver teve como primazia a transmissão do bem que, arraigado no cidadão, opera virtuosamente em derredor.

Empatia e bondade lhe irradiavam dos olhos e o tom de sua voz encantava quem a ouvia.

Compreendia as deficiências alheias, prontificando-se em atende-las, esvaziando-se de si em mercê de terceiros.

Seus ensinos encontravam eco no coração dos ouvintes por três razões basilares: Eram concisos à realidade e as necessidades humanas; alinhados com a postura nele tão peculiar; e amplamente sabidos dentro do arco em que eram cridos. Isto é muito importante. Saber-se aquilo consistindo o crer. 

Portanto, tendo gênese nestes quesitos, fé não significa  nenhum tipo de protocolo condecorativo, muito menos ainda alienação da realidade.

É energia invisível concretlizando- se uníssona apartir de apelos ao âmago.          Estes rogos, amalgamando intenções, objetivos, motivos e a pessoa do possuinte, são seu atestado de autenticidade.

É plenamente compreensível ser tarefa antinatural para a randômica introspecção humana admissibilidade quanto a um complexo de convívio na forma como apontado na Bíblia. Nascemos aqui; crescemos aqui; formamos os nossos conceitos aqui. Nos habituamos a tudo acontecendo aqui; portanto, qualquer coisa fora desse eixo de fato soa como obra estranha. 

Mas devemos tomar consciência que compreensão límpida sobre este conjunto de elementos e fatores interligados é remédio eficaz no combate a prevalência do egoísmo empesteando o mundo e assolando-o mui tenazmente. Claro... se nos  atermos a ponderar no volume de genialidade espalhado pela vastidão cósmica em minúcias incalculáveis, sem dúvida presumiremos requerer tal envergadura construtor com níveis de capacidade proporcional, e isso nos instila olvidar haver mesmo ente qualificado preenchendo tão imensuráveis dotes. 

O universo se assenta sobre tantos deslumbramentos que pretender para ele um mentor parece mesmo uma hipérbole fantasiosa.

Tal confrontação não deve ser considerada pecado mortal, afinal o próprio Deus, naquilo registrado sobre sua pessoa, aconselha estarem toda conclusão subordinada a acuradas analises, bem como também tudo aquilo que em nosso pensamento podendo ser produzido nesse aspecto. "Examinai tudo, retende o que é bom" (1 Tess. 5:21) 
Em contrapartida, quando isso se faz, ou seja, quando aplica-se tempo ao cogitar sobre a imponente estrutura cosmológica, igualmente aflora soma incongruente atribui-la à fruto de mero acaso; um fator coincidente.

Tal, por equivalência, nos impulsiona sim a uma inteligência similar superior e suprema necessária para lhe estabelecer.

Os homens incorrem em equívoco mortífero considerando seus próprios limites comparativamente a essa mestria transcendental, finalizando em fantasiosa a desproporção de força existente entre ambos.

Postulam disparatado a existência de tal Ser Maior exatamente por aplicarem nessa equação o volume de energia detidos por eles próprios. Ignoram o fato que diante da fonte provedora de vida são eles verdadeiramente insignificantes, pois ainda que possam reproduzir  vida, não conseguem porém o origina-la; e isso lhes fere no seu ímpeto narcísico.
Ainda voltado à questão da fé devemos atentar num detalhe de especial redundância nela: Pensar que esteja submissa ao enfoque do acreditar simplesmente, é assaz discutível e vago.

A concepção plena sobre uma ordem superior jamais atingirá patamar efetivo se confirmada tão somente pela via das impressões abstratas.                                                 A verdadeira fé, conforme prevista nas Escrituras em consistente e produtiva, une crença e constatação. Credulidade e orientação.

Fundamentação na dinâmica da espera alicerçada na aplicação de mecanismos do cérebro nos seus mais potencializados recursos.  
Considere-se não estarmos preconizando fé racionalizada.

Nos referimos à fé racional.

Aquela não romantizada pela volatilidade consoante a incidir na flexibilidade dos pensamentos acríticos; mas a que se robustece pela solidez de componentes verificados. 
Assim, dentro desta engenharia de lógicas, aprendizado e consequentes conhecimentos peremptoriamente devem estar consubstanciados às certezas, no sistema cognitivo validadas por parâmetros como  exercício de fé; e esse grupamento, emparelhado com aquelas conclusões provenientes dos conhecimentos adquiridos através do aprendizado e desdobrados na cognição. 

A vida pode ser interpretada de duas maneiras apartadas uma da outra: racionalizadamente ou filosoficamente. Física ou espiritualmente.

O correto é ser contemplada em balanço nas duas versões.

É ela um contexto de tipicidades formadas num único bloco.

Jamais sua leitura perfeita poderá ocorrer excetuando-se um ou outro destes particulares.

Dentro deste engenho podemos afirmar: Não somente céticos tem errado o alvo, mas lastimavelmente também expressivo número de crentes tem se perdido pelo caminho. 

Outro expressivo lapso de visão dos homens envolve a questão dos sofrimentos.

Poucos, nesse âmbito, ao constatar o estado da vida neste planeta conseguem inseri-lo no tema fé por um contexto óbvio e realista. 

Nas expectativas do homem a temática Deus é consumada como sinônimo de flagelos, propelindo-os ao devaneio que lhes fará, ou escusa-lo por ódio, ou confessa-lo pelo temor ou conveniência. Justiça, bondade e sabedoria da sua parte e evidenciada pelo esplendor do universo, pouca soma tem na sua indiferente e desajustada conta. Que sejam os flagelos dos sofrimentos presença corriqueira no seio humano, não há como contradizer; mas, devidamente explica-los, partindo do princípio que um Deus de amor verdadeiramente exista, e prodigalizar Sua postura diante de situação como esta de maneira que os elementos se ajustem e nos capacitem a mais amplamente entender os porquês por detrás de toda essa nossa realidade, deveria ser matéria de constante sondagem, pois o que se pensa sobre isso define o estilo de vida em muitas pessoas na sociedade.  

Reiteramos não focarmos proselitismos, nem tampouco desprezamos a posição de qualquer.

Também não pretendemos insertar a esse volume a consistência de apenas mais um conteúdo entre os tantos já existentes.

Nosso objetivo é servir cooperativamente aos esclarecimentos da vida, vindo de encontro às necessidades daqueles que porventura lerem-no e que, acessando-o, por si próprios tirem suas conclusões. Talvez, ao depararem-se com questionamentos abordados explicitando as chagas humanas, sintam-se tentados lhe situar como dramatismos maniqueístas; no entanto afirmamos serem maiores as possibilidades do ensino extraído pela avalia de erros que propriamente a análise que julga a relatividade do acerto, além do fato de estamparem eles uma realidade presente a qual não podemos fugir. 

Convivemos em meio de uma atmosfera em que infelizmente respiramos desgostos às vinte e quatro horas do dia, onde ninguém se acha totalmente imune a sua influência.                  
Todos temos nossa própria parcela deles nessa vida. Uns mais, outros menos, mas todos caminhamos sob as suas dores. 

O grande desafio diante de situação como esta se resume numa questão importante: É possível o alcance de bem-estar mental e físico apesar dessa constatação realista? Até que ponto podemos conviver com ela e ainda assim nos sobressair a sua interferência? "O sofrimento é o melhor remédio para acordar o espírito" (Émile Zola) 

Enfatizamos que talvez a carência de nos sentirmos fortes seja mais proveitosa que toda força possuída de fato.

Estereoscopia, do grego (stereos) "firme, duro, sólido", e (skopeo), "ver", "observar" é uma técnica usada para se obter informações do espaço tridimensional, através da análise de duas imagens obtidas em pontos diferentes. 

É um fenômeno natural que ocorre em muitos animais com dois pontos de visão e também no ser humano, quando uma pessoa observa em seu redor uma cena qualquer.  O fato de o ser humano ter dois olhos permite-lhe, através da estereoscopia ter a noção de profundidade espacial, com o objetivo de por exemplo ter a noção da distância a que se encontram os objetos. 

A estereoscopia humana é a análise de duas imagens da cena que são projetadas nos olhos em pontos de observação ligeiramente diferentes (distância pupilar), sendo que o cérebro funde as duas imagens no córtex visual, e nesse processo, o indivíduo obtém informações quanto à profundidade, distância, posição e tamanho dos objetos, gerando uma sensação de visão tridimensional. 

Esse determinismo é oportuno quando reiteramos aquilo acima já mencionado sobre o pleito da filosofia ao pensador concreto; pois para além do layout visualizavel na placa assinalando limites máximos de velocidade, existem demais qualificadores ali inseridos, e a cada um destes deve também o condutor se ater em favor da sua própria segurança.

Nenhuma sentença pode ser desferida à conclusão definitiva sem antes passar pelo crivo de uma visão holística.

Propomos a este nosso projeto escrito padrões metodológicos peculiares e colocaremos as razões disto a seguir.

Nossa meta é dissecar a literatura bíblica como forma de núcleo investigativo, acrescido de citações a ela circunstantes ou não e cabíveis aos assuntos abordados. 

Temos a disposição uma fascinante e potencializada ferramenta de estudo, mormente ao caso ter sua datação atravessando milênios,  abarcando experiências de diversas épocas; singularidade investindo-a de excelência como objeto de pesquisa.

Detém todos os recordes de venda, sendo o livro mais lido e traduzido em todos os idiomas no mundo.

É o mais completo dossiê da psique humana já elaborado, aliado a assuntos de variadas categorias. 

Por ela ilustres homens renderam a vida entre fogueiras e instrumentos de tortura, dos quais aleatoriamente podemos citar alguns: John Huss; Jerônimo; Willian Tyndale, Giordano Bruno; estes, cuja sentença de morte expedidas lhes foram por denunciarem  comportamento de alguns, indiciados nos próprios escritos bíblicos como corruptores de mentes. 

A Bíblia faz menção ao átomo, milhares de anos antes de Einstein; a gravidade, milhares de anos antes de Newton; a rotação dos planetas milhares de anos antes de Galilei, entre demais outras confirmações de ordem geológica, geográfica, cosmológica, biológica e arqueologia modernas. 

Anunciou antecipadamente o surgimento e queda de impérios e reis com alta precisão e fidelidade. 

Forma, na sua versão original, um conjunto de 66 livros. 

A depender do idioma tem em média 3.586,483 letras;773.693 palavras distribuídas em 31.373 versículos e 1.179 capítulos. 

Foram estes se complementando ao serem escritos por cerca de 60 pessoas de culturas e épocas diversas, sem haver entre eles mínima comunicação. 

Tem sobre si o aval de célebres e renomadas mentes tais como Martinho Lutero, Francis Bacon, Blaise Pascal, Sir Isaac Newton, Abrahan Lincoln, Francis Collins, entre tantos.

Foi e de certa maneira permanece sendo o livro mais combatido exatamente pela capacidade que tem para despertar consciências, transformando vidas. 

Ainda que nsurgidos contra si multidões de contrários  pretendendo lhe desvirtuar e sufocar seu sentido, por intervenção sobrenatural jamais veio perder a essência ou mesmo desaparecer. 

Tão imponentes traços imbuem os objetivos da presente obra, que prima, por princípios fundamentais, não delegar acentuação a partidarismos religiosos vigentes, porém detalhar temas aglutinados ao seu complexo teor e que causam tantas dissensões mundo afora. 

Já se vão três décadas aplicadas pelo autor ao estudo deste não só polêmico quanto revolucionário reunido de escritos, no ensejo de lhe desvelar em seus múltiplos constituintes. 

Por isso a adotada regra de dissociação com doutrinações humanas     -propagandeadas conterem base nele- afim de isonomamente patentearmos uma fiel listagem daquilo que o mesmo postula transmitir. 

Não pretendemos fazer deste um apanhado exegético, porém sabatina tópica aos seus enunciados. 

Contém a Bíblia excepcionalidade didática intercambiando suas mais de setecentas mil palavras, requerendo, para elucidação de uma demanda, o desenlace envolvendo toda multiplicidade do seu elevado número de elementos.

Neste método de escrita a sua compreensão não se dá estereotipando-se em padrões aplicáveis na leitura de um jornal, por exemplo; que tem seu conteúdo estabelecido em regra sequencial; mas como ela própria se recomenda, é: “um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:10,13) “conferindo cousas espirituais com espirituais” (1Co.2:13)

Para toda inquirição formulada, as respostas agasalham-se no seu próprio conteúdo, de nenhuma forma permitindo explicação à parte de si.

Chama atenção o fato de que, segundo afirmações, existam cerca de trinta e cinco mil diferentes expressões cristãs regulamentadas no mundo.

(Números estes não confirmados oficialmente) 
Embora não se tenha informação exata quanto ao número real destas instituições, fossem elas apenas duas já caberia motivos suficientes para suspeição; afinal não pode existir numa mesma realidade duas versões conflitando-a.

Considerado possuir cada uma destas cânon particularmente seu e que, segundo alegam, confirmados estes tendo as Escrituras como ideário, teríamos de nos conformar com uma reitoria de matriz discrepante, passiva a altercação, e é exatamente o que faremos aqui: buscar encontrar nela seu consenso, ou um consenso. 

Escudam-se alguns nessa celeuma usando o antecedente da variante interpretativa, transparecendo conter a exatidão dos ensinos bíblicos importância menor que a interpretação dada pelo leitor; em sendo assim, a espécie do que se concebe não precisa necessariamente estar vinculado com genuinidade, desde que esteja-se lhes lendo.

Porém não foram todas as perseguições empreendidas contra dissidentes ao longo da história embaladas por tal conceituação? Estaria realmente a linguística bíblica apoiada sobre pilares fragmentados ou realmente existe algo além de toda essa miscelânea de prédicas a dividir seus leitores em duas classes distintas: os conscienciosos e os relapsos, uma vez que grande parte das nações tem a Bíblia como pilar deveras influente na sua cultura?  

Mediante sua aplicação na temática do título  Cruz ou Espada: O Destino dos Homens, conferenciaremos estas e outras questões envolvendo a obra de Jesus Cristo e um sentido para a existência de todos os pecadores humanos.

A cruz e a espada representam dois álamos distintos e definidos. Entre ambos se acham Deus e seus filhos.

Deste lado fica Deus, com ofício remetendo-lhe tomar uma entre demais resoluções; e do outro: o homem, na resolução de precisar escolher uma entre também outras opções.

Qual Deus deveria tomar e tomou?

E qual os homens deveriam escolher e de fato escolheram?




Cruz ou Espada: O destino do homens

APRESENTAÇÃO (cap. 1) Venturosa a alma vivaz comichada pela abelhudice das interpelações. Amplamente superior ao espírito mortiço empalado n...