sábado, 28 de junho de 2025

A EXTREMA DIREITA NA BÍBLIA

A fulminante expansão da extrema direita ultra radical nos últimos anos  é mera coincidência, ou este cenário de crescimento, irrefutavelmente comprovado, tem fundamentação em aspectos reproduzindo algo já existido, inspirando base para essa orientação de pensamento?

História substancialmente se compõe de apontamentos registrando episódios sequenciais dentro do curso do tempo, singularidade habilitando-a à proficiente campo para estudos. Com circunscrição localizada no passado exige regresso nele para sua compreensão. 
E se houvesse uma súmula atendendo idêntica aplicabilidade, mas que,  entretanto, tivesse sua formulação remetendo-se a eventos pertencentes ao futuro? Pois ela existe! 

Este artigo deveria ser lido por céticos e, além destes, talvez mais necessariamente por aquela classe de indivíduos  postulando- se "religiosos conservadores", ideologicamente alinhados aos conceitos pertinentes à ala política identificada pela tarja "extrema direita". 

Adianto que o capítulo 13 de Apocalipse sempre intrigou profundamente meu espírito, incitando-me muitas indagações. Dediquei a ele extensas 4 décadas debruçado em averiguações na perspectiva de lhe esquadrinhar.

Até por volta de uns 8 anos, cria piamente encontrar-se o cumprimento de predições constantes nesse emblemático enredo fixadas num futuro remoto.
Pensava assim.

Deste tempo para cá, como que despertando de uma "letargia da percepção" e observando mais detidamente os rumos pelos quais o circuito associativo humano passou conduzir-se, perplexa-me constatar embutida neste formato de postura escancarada confirmação daqueles anunciados que presumia localizarem-se longinquamente adiante de nós.

Comparando elementos da literatura bíblica com estas  filosofias comportamentais, entendi serem ministrações pares, unilaterais, ou seja: aquilo documentado milênios antes de nós encaixa-se tão perfeitamente à realidade atual que parecem mesmo manchetes de noticiários publicando acontecimentos recorrentes ao estilo dos nossos dias.

Por isso a disposição de apresentar aqui um pequeno compilado de tais ponderações, sintetizando-o ao máximo possível, haja visto ser tema de vastidão  infinitamente ampla.

O "marco zero", ponto de referência para onde  significativa parte da redação profética se canaliza, especialmente Daniel e Apocalipse, situa-se no século quarto da nossa era destacando-o como centro em que  naturalização e legalização da mentira atinge grau incomparavelmente elevado. 

É a situação ocorrida ali, naquele específico espaço entre datas, o que concorre para as motivações levando Daniel confeccionar seu livro, e os acontecimentos à partir de então inspiram objetivos para os apontamentos na obra com autoria de João.

Mas o que de concreto se pode extrair relativamente a solene ênfase dada pelos dois profetas sobre o referido período possibilitando-o servir de bússola a todo pesquisador autêntico e verdadeiramente comprometido com os princípios e primórdios da realidade fática? A conclusão irrefutável é que jamais em qualquer outro momento da catalogada história humana religião e política estiveram  intrinsecamente tão bem fundidas, num arranjo perfeito no que tange o controle das massas.

Vamos aos fatos. Todo o conjunto englobado pelos escritos de Daniel fundamenta-se sobre o sonho de Nabucodonosor, em paralelo com as figuras de 4 animais avistadas pelo autor. Ambos os enfoques refletem um mesmo significado, com a diferença de parâmetro estabelecendo que, competências derivadas do poder secular aos olhos dos homens apresentam-se sob o atrativo de metais preciosos (elementos compondo a  estátua no sonho do rei) enquanto estas mesmas ordenações, ao julgamento divino
correspondem -como em realidade o são- a feras sanguinárias e vorazes. Violentas e mortíferas.
Destituídas de princípios de valor humanitário.

Ambas as predições vão sendo lavradas, gradativamente descrevendo a transição do poder universal absoluto, desde o apogeu da Babilônia dos anos 600 aC. à fragmentação do império romano ocorrida em 476 aD. quando resulta desta divisão o espaço territorial demarcado por países dando vulto ao que se compreende hoje como sendo o continente europeu (Os pés com seus dez dedos naquela imagem sonhada por Nabucodonosor) 

Os tais sucedidos recebem de eruditos no assunto conversão lhes talhando a eventuais consequências, ou seja: mero resultado de conquistas militares, fortuitos e restritos à sua localização; ao passo que na perspectiva dos profetas cada um deles são degraus sendo galgados rumo a um fim consequente. Os aludidos incidentes circustanciaram a esfera de atuação romana, e desta, a impulsão de influências que viriam determinar qualidade em episódios posteriores. 

Na ordem dos 4 países acendendo ao dominio do mundo, (1) Babilônia 600  aC (2) Medo-Persia 538 aC (3) Grécia 338 aC (4) Roma 168 aC,  o quarto deles possuía peculiaridades  diferenciando-o dentre os demais. 
Daniel com estas palavras as retrata: "Grande é o seu poder, MAS NÃO POR SUA PRÓPRIA FORÇA... Por sua ASTÚCIA nos seus empreendimentos FARÁ PROSPERAR O ENGANO... destruirá muitos QUE VIVEM DESPREOCUPADAMENTE "
(Dn. 8:24,25)

É fato consumado que governantes seculares, na sua expressiva maioria, desde sempre tomam uso da retórica do animismo de modo que ligue as multidões a si, muito especificadamente aquelas integrantes de camadas mais singelas culturalmente; porém nenhuma se sobrepõe ao império romano nesse sentido. Os césares se albergavam sob a capa de semideuses, transmitindo essa ideia. Exponencialmente muito mais que através da competência bélica ou atributos de uma boa terra, as ideologias místicas alimentavam o nacionalismo dos exércitos e do povo comum, seduzindo-os à idolatria das insígnias da pátria e seus dirigentes qual fossem estes os exclusivos esteios de todo sucesso obtido como grupo organizado.

É preciso salientar que
o notório ódio romano contra o cristianismo baseava-se no temor que este iluminasse a mente do povo, despertando-o quanto às ilusões dos templos pagãos, cabresto da afeição e lealdade dos súditos. Aliás, receio este sentido também pelos escribas e sacerdotes judeus relativamente aos ensinos e exemplos de Jesus, culminando na trama que levou ao Seu enjambrado julgamento e consequente condenação.

Adentrando os anos 300 da nossa era, jazia o anteriormente pujante império das sete colinas em bancarrota total. Seus cofres públicos totalmente esvaziados e sua população comum penando em miséria atroz, asfixiada sob alta taxa de impostos cobrados pelo governo afim de bancar sua opulenta elite. 

Muito dinheiro havia sido dispendido em campanhas militares empreendidas contra o proscrito seguimento cristão e também na defesa do seu território combatendo incursões de tribos bárbaras ao derredor, o que implicava no empobrecimento geral da nação.

Foi sob tais circunstâncias que em 25 de julho de 306 subiu ao trono o mais sagaz de todos os políticos provavelmente já havidos: Constantino, o Grande. 

Herdando um reino cujo mal maior concentrava-se na dispersão e divisão das suas castas, logo percebeu uma alternativa possível ser empregada ao cumprimento  dos seus ideais de grandeza romana. Á partir daqui dá-se início aos prenuncios do Apocalipse de João, mais particularmente o seu capítulo 13. 

Três antecedentes, nessa nova feição repaginando a história, assombra o profeta ao evidenciarem no gênero humano seu incomensurável grau de suscetibilidade às influências das mentiras e enganos, e o quanto esta disposição mental pode atuar moldando sua personalidade: (1) Até este ponto no curso do tempo sangue cristão era derramado vítima de partidarismo de cunho pagão, mas absurdamente agora este mesmo sangue permanece vertendo, porém através de ações de tráfego notadamente cristão. Não eram mais os pagãos que levantavam contendas contra os cristãos e sim cristãos dizimava outros cristãos. (2) A jurisdição até aqui repugnada e denunciada pelos da fé de berço evangélico passa-lhe ser objeto de veneração. Esta mesma confluência ideológica que até então os  submetiam a angustiantes torturas recebe deles agora total devoção, inclusive sua adesão a cultos e métodos. 
(3) Dentro de toda essa sistemática dando corpo ao referido contexto, surge em cena um quinto animal,  que valendo-se dos mesmos artifícios adotados pelos 4 antes dele finaliza a obra por eles iniciada. Por isso o detalhamento dado pelo campo profético acerca do império romano do século quarto e suas anômalas diretrizes. Alusivas a ele depreende-se às ações pertinentes ao seu sucessor.

O perspicaz Constantino notou no cristianismo uma  oportunidade favorecendo angariar apoio público para sua gestão governamental, uma vez reter este ramo de crença a preferência majoritária no meio do povo, adentrando inclusive ao próprio palácio. Sutilmente legaliza o cristianismo tornando-o religião oficial do estado. Neste intercâmbio foi que muitas patranhas se inseriram na essência do evangelho inaugurado por Jesus e Seus 12 apóstolos, descaracterizando-o em  essência quase que por completo, com excessão  à doutrinas convenientes ao plano em andamento. Unificando-se paradigmas de origem pagã e cristã surge ali uma nova ortodoxia, um pseudo cristianismo, promovendo uma revolução na história da vida nesse planeta. 

O que consequentemente provém à partir de então: martírios, perseguições, execuções, execração dos valores morais, éticos, humanitários, espirituais... equivocadamente por pesquisadores são deferidos como absolutamente oriundos de moção religiosa, mas a Bíblia, no Seu espectro profético, veementemente denuncia nunca haver ter se tratado simplesmente de religião e sim de sectarismo político maquiado e camuflado à sombra da fé nos afins de enredar a introspecção das pessoas, e por meio dessa manobra sua incondicional e irrestrita anuência. O jargão "Roma eterna" efetivamente se concretizou, não mediante o jugo das armas, porém sob a fascinação da credulidade cega. 

Passemos agora ao dito quinto animal buscando esclarecimentos sobre sua natureza e procedimento ligando-o ao seu antecessor.

Alguns aspectos simbólicos que o descreve, pontuados pelo autor, facilitam ser diagnosticado sem margem para equívocos. 

João o vê "emergir da terra", assertiva inconfundível uma vez que os 4 grandes impérios anteriores "surgiram do mar" (símbolo profético aplicado à tribos e povos) atestando que o nascimento destes se dá mediante a conquista através do emprego das armas. Uma nação ia se sobrepondo a outra mediante guerras travadas e vencidas.   

Vem a indagação: Qual país no mundo, contando-se à partir de 600 aC. aparece numa listagem de monopólios universais não segundo aquele método  tradicional de suplantar adversários?  
Resposta de acordo com os anais históricos: Os EUA.

Este foi colonizado por imigrantes provindos da Europa, em fuga às perseguições religiosas empreendidas pelo papado de Roma. Eis sua natalícia origem. Por isso a expressão "emergir da terra". Não desponta no cenário global em meio ao vozerio do conflito, mas na quietude da calmaria.

Estava munido com dois chifres, símbolo profético que conota formas de governo na administração do poder. A besta significando Roma continha 10 pontas, evidenciando as dez formas governamentais com as quais foi gerida pelo decurso da sua trajetória. No caso deste novo elemento esta particularidade é um pormenor relevante na sua identificação. 
A constituinte americana assenta-se sobre dois pilares essenciais: republicanismo e protestantismo. 
Sua primeira emenda tem por objetivo a preservação da liberdade de expressão enquanto a segunda prevê a autodefesa e soberania relativamente aos direitos dos cidadãos. Em tese deveria ser um estado sem coroas, republicano, cujo governante acenderia ao posto máximo numa expressão que confirma a vontade da maioria; e uma nação sem papas, onde cada qual seguiria suas  inclinações devocionais conforme lhe aprouvesse. Estas foram as duas primeiras e principais diretrizes reputadas como primordiais quando  elaborada foi sua legislação. Os dois chifres na figura profética. 

Este personagem "tem aparência de cordeiro" Obviamente não se faz necessário recordar que o sugestionado emblema veicula a religiosidade cristã. Seria um organismo escudado na aparência de justiça e mentoria, como de fato se auto rotula o perfil nacionalista americano, intentando sempre impor ao mundo seu ideal de perfectibilidade e superioridade.
No conjunto da obra acha-se inserido um paradoxo, o que lhe evidencia seu caráter matreiro. Embora estando ali esboçado um estereótipo de cordeiro, o que por equivalência transmite a ideia de candura, este mesmo "falava como dragão". O termo dragão novamente aqui pretende atrair a atenção para o campo envolvendo a esfera  eclesiástica. Note:se: O capítulo 12 menciona 2 bestas (dragões) afim de representarem o império romano, e isso, sob suas duas fases ideológicas: pagã e papal, e correspondente conduta. Na sequência do relato, este suposto cordeiro "diz aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, aquela que, ferida à espada, sobreviveu" O que pode-se depreender dessa locução à luz de eventos impressos na história? No dia 11 de fevereiro de 1798 forças napoleônicas francesas, sob comando do general  Berthier, ocupam Roma, capturam o papa Pio Vl e o levam prisioneiro para a França onde morre em 1799. Este foi um golpe impactante à cúria da Sé da catedral de São Pedro, uma vez que, desde sua instituição por Justiniano em 538, esta exerceu influência sem precedentes sobre as monarquias mundiais. Elevava ao trono e depunha imperadores conforme lhe aprouvesse. Bastava estes não cumprirem suas vontades.

Era esta a imagem (caráter e personalidade) de Roma. Desde aquilo referido às suas pretensões de poder quanto a fórmula empregada na sua obtenção. Novamente enfatizando que -os 1.260 anos de supremacia papal (538-1798) periodo no qual a arte, ciência, desenvolvimento humano em todas as suas matizes ficaram estagnados qual fossem maldições para o planeta e seus habitantes- germina em 306 através de melindres onde a ambição pelo poder maquia de dogmas religiosos um sistema político e alcança pleno êxito nessa empreitada. Matreiros vigaristas confeccionam um meio de publicidade, com base na fraude, moralizando a imoralidade, descredibilizando a veracidade, licitando o ilícito e destruindo reputações; vestindo-se da áurea de piedade e usando maliciosamente o nome de Deus em elaborados discursos conseguiam assim capturar a simpatia de ingênuos ignorantes. Fossem aqueles os atuais dias modernos e teriam sido feito uso das Big Techs e suas escancaradas portas por onde escoam livremente as famigeradas fake news, apodrecedoras de percepções, e os resultados teriam sido ainda mais criminosos. 

É este o grande alerta do capítulo 13 de Apocalipse, advertindo que toda essa sistemática é revitalizada pelo animal representando os Estados Unidos da América. De que maneira? Exatamente aproveitando-se do espectro religioso nesse sentido. É irrefutável o uso da beatitude pela extrema direita. Jargões tipo "Deus, pátria e família" são lemas utilizados no intuito de enredar os incautos. Nesse raciocínio convém lembrar que cerca de 99% das denominações evangélicas espalhadas na terra tem sua genética ligada aos EUA.  Ou são nativas, ou intrinsecamente atreladas aos estadunidenses. Com parentesco via correntes do pentecostalismo e sua gama de teologias, adeptos somam número de bilhões.

A referida organização mantém articuladores em todos os quadrantes do planeta, especializados em disseminar  desinformação. Dispondo da tecnologia digital, as redes sociais adequam-se com perfeição ao transporte veloz e abrangente do seu pirata negacionismo.  

O referido país foi sempre considerado exemplo de democracia, mas o relato profético adverte que as coisas não o são exatamente assim. Ou não permaneceriam assim para sempre. Ele, e suas ramificações espalhadas por todo perímetro do globo terrestre, implanta, mediante o uso da força um certo sinal (tema para outro artigo) que há de distinguir classes, marginalizar pessoas, todos a não compactuar com certas filosofias. 

Com etiqueta estampada em estereótipo de cordeiro, 
conforme agiu Constantino e sua engrenagem política, aquela antiga ordem mundial reedita agora a cartilha comportamental que por longos 12 séculos contaminou a humanidade com seu hálito: sedutora, arguta, perspicaz. Arrombadora dos ditames de consciência; perseguidora daqueles que ousam pensar diferente e assim contrapondo- se a ela.
Novamente está em curso  o outrora empregado método de execrar reputações lançando-lhes à marginalização nos seus direitos civis e devocionais. Mais uma vez a verdade divina e seus conscienciosos observadores são criminalizados.
Resta apenas a legalização de ordens nesse sentido. 

A mentira, habilidosamente traquejada por velhacas raposas, restaura um circuito dizendo-se defensor da piedade cristã e está tomando conta do mundo. 
Os púlpitos e a homilia neles ardilosamente propaladas, refletem a vil condição de palanque eleitoral. O evangelho pelo qual Jesus tanto lutou e que em defesa de sua originalidade milhares padeceu o indizível suplício das fogueiras e rodas de tortura, como na idade média virou moeda de troca e aparelho condutor ao poder secular.
Daqui a bem pouco tempo eles se revelam na sua indolente essência. 

 Pra fechar fica aqui uma admoestação constando no livro de Apocalipse e que parece ser bem oportuna: "quem ler, entenda! Quem tem ouvidos para ouvir, ouça"


































sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

O QUE É O CÉU?

 O que é o Céu?

"O Senhor está no Seu santo templo; nos céus tem o Senhor o Seu trono..." (Sl 11:4)
Existe muita discussão acerca da localização geográfica do céu , enquanto bem poucos se atém a falarem daquilo que na verdade ele o é.
O fato é que não se dispõe de muitas informações sobre este lugar, além do registrado ser a casa da Majestade do universo e, portanto, um ambiente de ordem e decência.
Os discípulos de Jesus Lhe dirigiram uma capciosa pergunta, evidenciando a visão distorcida que nutriam a esse respeito.
Indagaram-Lhe: "quem é o maior no Reino dos Céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus"
(Mt 18:1-5)
O Mestre usando uma criança como exemplo dá uma noção do círculo social celeste, demonstrando não haver camadas sociais ou meritocracia, como o julgava ser aqueles os quais estava preparando como líderes espirituais após Seu regresso ao Alto.
Nas Suas palavras podemos captar qual seja a atmosfera de lá. Todos são absolutamente iguais em valor e importância; portanto o senso coletivo e a fraternidade são laços de unidade.
O próprio Jesus, ainda que sendo um Deus com vida de per si, jamais reivindicou o ser considerado em nível de Seu Pai, mas colocava-Se como filho e submisso.
Ele dizia que eram um. Um em essência, disposição e propósitos.
As crianças não alimentam acepção de pessoas. Fazem amizade fácil.
No imaginário popular o reino eterno é lugar de ócio, onde os remidos para lá transportados permanecerão pelo decorrer de uma eternidade sem fim, onde recebendo um par de asas, não tem nada o que fazer.
Fosse assim que ambiente tedioso seria!
Seus habitantes certamente tem muito para obrar crescendo em conhecimento e robustez intelectual.
Músicos podem dedicar-se ao aprimoramento no setor.
Biólogos, arqueólogos, cosmologistas, etc, certamente terão espaço amplíssimo de possibilidades para pesquisa na vastidão do universo.
Botânicos, amantes de flores e plantas, terão campo fértil e vasto para deliciarem-se no cultivo e ornamentação de jardins.
Afeitos a culinária poderão tornarem-se doutores na preparação de receitas com sabor inimaginavelmente requintado tendo à sua disposição as mais variadas e saudáveis frutas e grãos.
Ainda ressaltando que a prometida nova terra, ou esta atual, porém restaurada aos padrões do Éden, será a habitação dos santos. Se hoje aqui, sob todos os efeitos do pecado já é ela um lugar de extasiante beleza, imagine depois de sarada, curada, das chagas do mal?
Nem se pode calcular quão prazeroso seria visitar outros planetas. Apenas na via láctea, uma das menores galáxias que existem, o número de estrelas ultrapassa 100 bilhões!
O certo é que, aos sábados, todos reunir-se-ão para ouvir o Mestre ensinando, em culto de adoração dirigido ao Altíssimo acompanhado do coro de milhões de vozes angelicais.
Os que lá estiverem, olharão suas cicatrizes recebidas nesse mundo e se alegrarão por elas.
Lembrarão do grande volume de lágrimas aqui derramadas e causadas pelas injúrias sofridas também o ardoroso combate pela sobrevivência e preservação da integridade, e jubilarão em louvor ao Cordeiro de Deus por fortalecerem-nos nestes momentos tão angustiantes.
Tomarão a coroa que receberam ao darem entrada na mansão celeste e a depositarão aos Seus pés, dizendo: foi o Senhor que a conquistou por nós.
O céu é de graça!
O preço por ele já foi pago naquela cruz hedionda.
A estrada em seu rumo pode parecer estreita, carregada de espinhos e gemidos, mas o seu final é brilhante.
Onde ela termina tem uma coroa tão luminosa que joia alguma nessa vida pode ser comparada com ela.
No lugar onde essa estrada termina se encontra a porta, aberta e receptiva, para que adentre todo que aprendeu amar sem medida.
Jesus, o Rei Eterno, o Soberano dos soberanos, é o recepcionista recebendo a todos com alegria indizível.
Os anjos cantarão as boas vindas com esfuziante entusiasmo para aqueles lá tomando posse das promessas do Deus vivo.
Estes que, açoitados e feridos, com resiliência permaneceram firmes esperando estas se cumprirem.
Pensemos nisso.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

O que é o Sentido da Vida?



"Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança..."
(Gn 1:26)

Desse modo se acha escrito a respeito do surgimento dos primeiros humanos e a benção que, posta sobre eles, confirma o objetivo pelo qual passaram a existir: "e Deus os abençoou, e lhes disse: sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra"
(Gn 1:28)

Observe-se no texto o propósito divino: Fez o primeiro par de filhos humanos concomitante a todas as demais criaturas, embelezando e preenchendo o território do planeta, sob a égide  da coexistência harmonica. 

E no composto dessa sociedade, o homem seria seu administrador.

"Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gn 2:15)

"Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todos os animais do campo, e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles" (Gn 2:19)

Portanto, nesses padrões a vida começou na terra, tendo como lei de salvaguarda ao seu próprio bem estar, finalidades específicas dadas e a serem desenvolvidas por todo componente e integrante do sistema.

Mínima fuga de qualquer elemento aos moldes preestabelecidos implicaria em desarranjo daquela bem organizada sistemática.

Dessa forma é a essência da justiça: O bem tem o bem como consequência de si mesmo.  Violação a este sagrado depósito, interfere no seu perfeito resultado. 

E assim aconteceu.
Transgredindo o homem a constituição que lhe assegurava ordem e felicidade, obteve por consequência o caos e a aflição.

Introduziu discordância numa corrente necessária ser prosseguida em estado imaculado.

Toda criação, determinada multiplicar-se à partir do modelo inicial e assim conservando sua originalidade, se perverteu. 

Já o primeiro filho de Adão e Eva não nasce com raça tendo o gene fundamentado na imagem e semelhança do divino,  incontaminada e pura, porém formado com os caracteres modificados nos seus progenitores.
"Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete"
(Gn 5:3)

Com base em todo esse relato envolvendo a criação subentende-se o sentido, finalidade, propósitos, da existência; e partindo dessa premissa, o que cada um deve buscar caso deseje recuperar o Éden perdido.

O apóstolo João dá um indicativo sobre o que representa o genuíno sentido da vida e o modo a ser aplicado para sua reaquisição : "amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é. E assim mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro"
(1Jo 3: 2,3)

Ele segue: "nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica a justiça não procede de Deus, também aquele que não ama a seu irmão. Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros"
(1Jo 3: 10,11)

Enfatiza: "todo aquele que odeia seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si"
(1Jo 3:15)

Então, essa mensagem, nas palavras do apóstolo "ouvida desde o princípio", se traduz pelos dez mandamentos da Lei de Deus, cujo cumprimento evoca participação dentro do projeto divino da criação,  como cooperadores ao bem comum. 

Contrário ao que se propaga que a Lei exige obediência, ela na verdade mostra o caminho devendo ser trilhado de volta aquilo que se perdeu por incompatibilidade.

O sentido da vida, nesse caso, envolve dar utilidade para a existência como uma peça investida de função específica à própria harmonização do conjunto.

Uma identificação com o Céu.

Um exemplo disso pode ser extraído do relato da criação, onde tudo e todos coexistiam como irmãos. Como matéria composta de uma mesma de substância.

Ao fim dos tempos  está profetizado suceder a seguinte ação divina: "na verdade as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para ser julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, assim aos pequenos como os grandes, e para destruir os que destroem a terra"
(Ap. 11:18)

Por isso Tiago assevera que "pois qualquer que guarda toda a Lei, mas tropeça num só ponto, se torna culpado de todos" (Tg. 2:10)

Não dará entrada á nova terra, novamente  frisando: que é uma reedição do Éden perdido em função do pecado praticado lhe desequilibrando naquilo para qual foi destinado, nada que a possa contaminar novamente.

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a Nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
Nela nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no livro da vida do Cordeiro"
(Ap 21: 1,2,27)

"Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas; jamais haverá memória delas. Eles edificarão casas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todas as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade  bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com ele.
E será que antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. 
O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não farão nem dano algum em todo o meu Santo Monte, diz o senhor"
(Is 65: 17, 21-25)

Então, como Francisco de Assis, que chamava de irmãos não apenas semelhantes mas também pássaros, flores, sol e lua, etc, assim igualmente aqueles se esforçando compreender e dar para a vida um sentido conscientemente definido, devem  construírem-se nessa essência. 

A finalidade da vida aqui se constitui no amor. Amor devotado a tudo e a todos. indistintamente.

Amor que irmana, ajunta, contribui.

Se a posse do Éden persistia com base no divinal atributo de amar e por negligência nesse aspecto vem ocorrer seu extravio, eduque-se então o coração ao seu reencontro.

A valorização e o respeito devido a toda e qualquer forma de vida deve ser prioridade e meta principal.

O verdadeiro amor não escolhe quem amar. Não impõe condições a quem se distribui.

Assim demonstra o relato da criação.
Assim revelam os exemplos de vida de Jesus.

Amava em sentido amplo, desinteressado, abnegado.

Eis um bom caminho de vida!

Pensemos nisso.


sábado, 25 de fevereiro de 2017

QUEM ERA NABUCODONOSOR,REI BABILÔNICO.

Muitos comentários delineando  comportamento e 
personalidade dos mais diversos personagens históricos registrados na Bíblia se ouve e se lê, porém pouco, ou quase nada, mencionam este que num passado não muito distante deteve nas mãos poder equivalente ao poder do presidente dos Estados Unidos, nação capaz de determinar o rumo de qualquer outra no mundo nestes dias atuais. Sim... Nabucodonosor, rei da antiga Babilônia, um entre os maiores impérios universais da historia do nosso planeta.
Homem que, por assim se dizer, exercia completo direito sobre cada vida habitante no mundo conhecido de então possuindo livre domínio sobre o destino daquela.
O que diz a Bíblia ser ele é o que se lerá neste artigo.
A Escrita Sagrada, referindo-se a qualquer, não omite a denúncia quando preciso, mas também não se esquiva exalta-lo quando por mérito.
A primeira alusão mais elaborada sobre a pessoa desse rei está de acordo com seu primeiro contato com o povo de Deus, e é descrita por Daniel, ainda que outros também façam referências ao mesmo episódio.
Isto pelo fato de haver  Daniel vivido um contato mais próximo, íntimo, com ele.
Tê-lo conhecido por interação.
"No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou..." (Dn.1:1) 
Tal  ocorre no ano 606 a.C., colocado por Jeremias no quarto ano do reinado de Jeoaquim enquanto posto por Daniel no terceiro.
Essa aparente discrepância se dá pelo fato de Jeremias dispo-lo ao final do cerco babilônico enquanto Daniel em seu início, cerca de nove meses antes.
Desta primeira incursão resultou muitos prisioneiros Judeus de descendência real, levados cativos para Babilônia, e coeficiente nas nossas primeiras considerações sobre os traços do homem em questão.
"Disse o rei a Azpenaz, chefe de seus eunucos, que trouxesse a alguns dos filhos de Israel, assim da linhagem real como dos nobres, jovens sem defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência e versados no conhecimento, e que fossem competentes para assistirem no palácio do rei..." (Dn.1:3,4) 
A palavra "jovens" aplicada aqui não deve restringir-se ao sentido a que é limitada nos dias atuais, pelos que a atribuem o significado de meninos. 
Estava ai incluída a juventude.
Calcula-se que deviam ter entre dezoito e vinte anos e deveriam ser "instruídos em toda sabedoria e serem competentes para assistirem no palácio do rei"
No trato recebido por estes prisioneiros de guerra, percebemos um extraordinário exemplo da sábia política e liberalidade do ascendente Nabucodonosor.
Poderíamos tranquilamente escrever um volume inteiro baseado somente nessa única característica sua.
Em vez de dar preferência a meios que satisfizessem desejos inferiores e vis, como o fizeram, faziam e haveriam de fazer outros reis, ele escolheu jovens que deveriam ser bem educados nos assuntos pertinentes ao país e lhe pudessem prestar eficiente auxílio em sua administração pública.
Isto é notável!
Buscar obter o melhor de outra pessoa, independentemente de sua condição social, raça ou credo, é virtude de poucos! 
Ele conseguia enxergar a qualidade onde ela estivesse.
Durante o período de treinamento, que duraria três anos, lhes destinou boas condições de habitação e sua alimentação seria equivalente a servida a mesa real. 
Designou-lhes, não comida grosseira, o que muitos considerariam suficientemente boa para cativos mas, iguarias reais das quais ele mesmo comia.
Eles eram descendentes reais e como tal foram tratados pelo humanitário rei dos caldeus.
Outro detalhe que, seguido por todos os governantes do mundo faria deste um lugar aprazível para residência, era sua equilibradíssima e ponderada tolerância, aplicada como justiça ao teor da sua legislação.
Vejam bem.
A cultura antiga atribuía a um rei prerrogativas de um semi deus. 
Seu alimento diário continha porções ofertadas e consagradas pelas mais altas esferas sacerdotais aos deuses da nação, sendo por isto considerado especial.
Estes pratos servidos a sua mesa deveriam também serem repartidos com aqueles estudantes, até porque a crença a esse respeito seria o que os impulsionariam em sua tarefa aumentando-lhes sua inteligência e capacidade, através de sua comunhão com tais deuses. 
Um entre tantos melindres que acompanham os homens salvaguardando-os numa alta esfera popular através de seus dogmas fantasiosos.
Daniel e três amigos, por motivos de consciência  religiosa, optaram por um cardápio a base de cereais.
O rei acatou sua decisão, contrária que era a uma ordem particular, demonstrando novamente aqui possuir exata percepção daquilo por tantos propalado como democracia.
Muitos governos, visando interesses puramente pessoais incutem em seu povo a ideia de raça superior.
Bloqueiam acesso a imigrantes e declaram guerra aos que se opõe as suas normativas porque, declaram, são mais excelentes que outros pela moral que a si próprios se atribuem.
Neste relato Nabucodonosor aparece admiravelmente isento de fanatismo.
Não parece ter empregado nenhum meio de obrigar seus aprisionados mudarem seus credos.
Contanto que tivessem uma religião, ele parecia estar satisfeito, fosse essa a que ele professava ou não.
Que mentalidade admirável! 
Pudera o mundo ter mais governantes deste  cunho.
Transparece desejar ele governar para todas as camadas da sociedade, sem distinções.
Em virtude de tão  nobres atribuições Deus lhe deu a conhecer o percurso da historia das nações através de um sonho que teve e que não se lembrava o que era.
"Estando tu, ó rei no teu leito, surgiram-te pensamentos do que há de ser depois disto. Aquele, pois, que  revela mistérios to revelou o que há de ser"(Dn.2:29) Aqui é realçado outro traço de caráter louvável no rei.
Em contraste com outros governantes, que enchem o momento presente com loucuras e orgias sem considerar o futuro, ele refletia sobre os dias vindouros, ansiosamente preocupado em saber que acontecimentos os haveriam de preencher. Seu objetivo com isso era, sem dúvida, melhor saber aproveitar sua vigente administração. "Então o rei mandou chamar os magos, os encantadores, os feiticeiros e os caldeus, para que declarassem ao rei quais lhe foram os sonhos; eles vieram e se apresentaram diante do rei" (Dn.2:2)
Os magos eram os que praticavam magia. Tomando-se essa palavrano seu pior sentido, praticavam todos os supersticiosos ritos e cerimônias dos adivinhos, prognosticadores, lançadores de sorte e leitores de horóscopo, e outras pessoas da mesma espécie.
Astrólogos eram os que afirmavam predizer acontecimento pelo estudo dos astros.
A ciência da superstição era extensamente cultivada pelas nações orientais da antiguidade.
Feiticeiros eram os que diziam comunicar-se com os mortos.
É sempre neste sentido que a palavra feiticeiro se origina na Bíblia.
O moderno espiritismo é simplesmente a antiga feitiçaria pagã reavivada.
"Disse-lhes o rei: Tive um sonho... Os caldeus disseram ao rei... Dize o sonho e daremos a interpretação" (2:3,4) Qualquer que seja outra matéria em que os antigos magos e astrólogos tenham sido eficientes, parecem ter dominado a arte de extrair informações suficientes para formar a base de hábeis cálculos, e a partir disso formular respostas ambíguas que se adaptavam a todo rumo que tomasse os acontecimentos.
Por isso pediram ao rei que lhes contasse o sonho.
"Respondeu o rei: Uma coisa é certa; se não me fizerdes saber o sonho sereis destruídos, junto com suas famílias"(Dn.2:5-13)
Alguns tem censurado severamente a Nabucodonosor nesta questão, acusando-o de agir como tirano e irracional.
Mas esses magos se diziam capazes de revelar coisas ocultas; predizer acontecimentos; tornar conhecidos mistérios que suplantavam inteiramente a previsão e penetração humana, e fazer isto com a ajuda de agentes sobrenaturais.
Se esta pretensão tinha alguma validade o rei queria resposta.
A severidade daquela sentença se pode atribuir mais aos costumes da época que malignidade de sua parte.
Considere-se quem foram que desse modo incorreram em sua ira.
Eram seitas numerosas, opulentas e influentes.
Além disso eram as classes instruídas e cultas da sociedade.
Contudo o rei não estava apegado a sua religião a ponto de poupa-la, mesmo com a influências de que esta desfrutava.
Se o sistema era de fraude e impostura, teria de cair, por mais elevados que fossem seus partidários em números ou posição, não importando quantos deles pudessem estar envolvidos nessa ruína.
O rei não podia compactuar com a desonestidade ou o engano.
Mais tarde publicou um edito no qual assumia publicamente sua fé no Deus criador, proibindo inclusive em seus domínios qualquer palavra ofensiva contra a Majestade dos Céus.
Um grande rei, um grande sábio, um grande ser humano.













terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O QUE SIGNIFICA SER JUSTIFICADO PELA FÉ?


Dentre todos os capítulos da Bíblia, Romanos 7 e 8 certamente estão entre os mais incisivos.
O teor dos textos invariavelmente leva ao leitor refletir sobre a enigmática questão envolvendo o espírito humano: Quem lá na essência realmente somos nós? 
Nesse  revolucionário processo consciencial transmissor do senso de vida, todos os complementos tangendo o âmago, a real construção interior, aos homens torna-se imprescindível ser conhecido de maneira límpida, uma vez que se instaura em caracterizador de sua passagem pela existência como indivíduos.
Paulo relata ali os resultados por ele obtidos a partir de  prescrutadora  sondagem estendida para dentro de si próprio, e o que constata nesta experiência deixa-o sobremodo perturbado. Compreende, ao isso fazer, na integralidade a substância compondo seus traços de personificação e, sob ótica ainda mais assustadora, enxerga-se precisamente pela maneira como Deus nos observa e dessa maneira nos examina, o que produz então em seus lábios a seguinte exclamação "Miserável homem que sou" (Rm.7:24) 
O Livro de Jeremias exorta para atenção a essa peculiaridade inserida no plano remissivo dos pecadores e de imensurável significado para Deus "Enganoso é o coração (Íntimo da mente) mais do que todas as coisas,e desesperadamente corrupto,quem o conhecerá? Eu,o Senhor,esquadrinho o coração,eu provo os pensamentos,e isto para dar a cada um segundo o seu proceder,segundo o fruto de suas ações" (Jr.17:9,10) Salomão adverte que "Como águas profundas são os propósitos do coração do homem" (Pv.20:5a)  E que "Aquele que confia em seu próprio coração é insensato"(Pv.28:26) Porque "Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos mas,o Senhor pesa o espírito"(Pv.16:2)  
A sistemática linha de raciocínio comumente acompanhando todos os escritos Paulinos, segue fielmente diretrizes fundamentais aplicadas por Cristo ao ensino dos homens dando ênfase a conduta pelo prisma do coração.
Paulo era homem extremamente versado. Altamente graduado nas três  principais culturas contemporâneas a si: Grega, Romana e Judaica. Erudições estas com influência sobre o conhecimento até aos dias de hoje nos mais variados campos do saber.
Podemos afirmar ter sido ele, em equivalência, três vezes doutor.
Religioso de berço, e diligente pesquisador das Escrituras Sagradas.
Mesmo possuindo amplo e vasto domínio sobre teologia, após seu famoso encontro com Cristo na estrada para Damasco, isola-se e ainda por mais de três anos entrega-se ao estudo reavaliando pormenorizadamente tudo aquilo já absorvido até então.
Era sem sombra de dúvidas adepto do conhecimento. 
A carta endereçada aos Romanos foi escrita nos momentos finais de uma extensa carreira missionária; após décadas de centenas de pregações e viagens. 
Mas é, entretanto, nesse momento em sua larga experiência no exercício de suas convicções, testadas e provadas diariamente, que passou a compreender efetivamente o sentido legítimo das palavras de Jesus nos alertando para a indispensável carência de um novo nascimento para a fé partindo das coisas do coração.(Jo.3:3)
Vividamente compreende, nessa altura da sua vida, que toda prática, todo esforço próprio concentrado por ele no exercício de sua profissão religiosa teria sido de pouca valia caso seu coração não estivesse atrelado aquele propósito comandando-lhe as ações e, isto, seria fator determinante para sua aprovação perante o Céu.
Percebe agora quão vagos poderiam tornar-se os auto conceitos humanos concernentes ao seu próprio perfil de pessoa.
Deus, ao criar o homem, concedeu-lhe duas peculiaridades: Raciocínio, permitindo-lhe a contemplação, bem como também a soberana de todas as virtudes: o livre arbítrio.
Essa faculdade classifica o homem elevando-o a notoriedade entre as demais obras criadas, isto exatamente pela prerrogativa que sobre ele incide conferindo-lhe direitos de autonomia sobre todas as suas escolhas próprias.
Deus o fez "Segundo Sua imagem e semelhança"(Gn.1:27) Imagem, sob o ponto de vista físico e semelhança no âmbito interior.
Era o homem, nos seus primórdios, imaculado na mente.
Posto na terra como administrador da obra Divina, usufruía de liberdade para ir e vir, porém isto implicaria em responsabilidades sobre seus atos.
Interessante considerar que, instantaneamente após seu pecado, aquela original condição mental, como num flash, radicalmente se transforma.
A natureza Divina, indistintamente reta, foi surrupiada tomando-lhe lugar certa inclinação tendenciosa que, alojando-se no seu íntimo passa agora então a também lhe influenciar nos seus passos.
Vamos entender bem esta situação.
No Éden foi posta uma árvore e sobre ela especiais restrições quanto ao uso do seu fruto.
Muito provavelmente não se tratava esta de uma planta excepcional. 
O que a  diferenciava dentre as demais era a proibição pertinente a seu consumo e tal pormenor deve ter chamado a atenção do homem que, inexplicavelmente, a desejou e através disso contaminou seu coração e sua relação com o Céu.
Deus visitava o jardim em tempos pré estabelecidos, conforme dá a entender o relato Bíblico.
Ao chegar, na costumeira hora,  não encontrou o homem que até então O recebia em Sua chegada com entusiasmo e alegria.
Foi preciso chama-lo por nome para que aparecesse lhe fazendo a pergunta: Que fizeste? Lógico ser do Seu conhecimento todo o anterior ocorrido.
Estava ofertando-lhe sim oportunidade de contrição e confissão necessárias por parte do transgressor naquele momento.
Mas, que fez Adão? Acuado pela certeza de não poder  esquivar-se de Deus nem tampouco do crime cometido, intentou atribuir ao próprio Deus a responsabilidade do erro! "A mulher que me deste...Me deu o fruto e comi"(Gn.3:12) 
Procurou então o Criador em Eva oportunidade e espaço para arrazoamento entre ambos, porém ela se utiliza do mesmo artifício usado pelo marido"A serpente me enganou e eu comi" Porque fizeste a serpente? Porque permitis-te frequentar o jardim? 
Triste realidade. 
Quão rapidamente aquela semente lançada por Satanás germina, cresce e frutifica. 
Instala-se nos primeiros pais perpetrando-se-lhes irreversivelmente à sua posteridade.
A crise do Éden não se tratava meramente de um ato isolado, praticado de modo relapso, inconsequente. 
Se tratava sim de ações envolvendo intenção, dolo, malícia. Ponderemos no fato.
Eles não haviam sido feitos assim, mas agiram deliberadamente, espontaneamente; influenciados pela imperceptível inclinação incubada no seu novo caráter, caráter este moldado pelo diabo e inerente a si próprio. Ludibriados por esta desconhecida situação interior intentaram justificar o injustificável."Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer,agradável aos olhos,e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu,e deu também ao seu marido,e ele comeu"(Gn.3:6)
A Bíblia relata o episódio da queda e suas motivações de forma sucinta, entretanto para além destes registros Ela se resguarda de linguagem explícita  que detalhem o mecanismo pelo qual mentes virtuosas em seu mais elevado grau decaíssem daquele estado. 
O que é possível extrair-se nesse sentido são mediante a obviedade das evidências que a linguagem nos viabiliza. O bem e o mal em seus respectivos  complementos são dois campos separados pela justiça, posta como linha demarcatória entre ambos. 
O texto inicia pelo flagrante do homem observando, admirando aquela árvore, assinalando conter nessa atitude início de todo sequencial do episódio em questão.
Afirma estarem ali, parados em frente a ela, dentro do campo do bem, certamente curiosos sobre os intuitos lhe envolvendo.
Conheciam perfeitamente todos os motivos destes propósitos, mas seu primeiro erro consiste em desconsiderar a relevância e magnitude dos mesmos; caso contrário nem próximos dela teriam passado. Aqueles seguimentos do campo do mal tem a sedução como principal recurso para sorrateiramente insinuar-se aos rudimentos opostos a si.
Alcançando em lhes despertar a atenção, sua argúcia fatalmente os enredará e foi exatamente assim que aconteceu ao primeiro casal.
Desviando-se seus olhos por breves instantes das contemplações positivas ali embutidas, automaticamente se gerou a cisma que os transportou  conter aquele fruto perspectivas além das admitidas pela justiça, inflamando-os a ilicitamente toma-lo como se fora isto uma necessidade insubstituível.
Perceba-se que a narrativa do texto patenteia o desejo antes da ação caracterizando-o e penalizando-o desta maneira por  culpa.            A imperceptível intenção foi que os levou ultrapassar os limites do campo proibido e lá, do outro lado, agir em inerência aos característicos daquele.
Inclinaram-se voluntariamente a eclosão de um desejo e este gera a disposição que acaba confirmando a ambos como resultado.
Em outras palavras: Permitiram- se serem convencidos pelas ilações do diabo em lugar ás claras normas Divinas.
Paulo assevera que,"Tudo o que não provém da fé  (Amor, fruto do coração) é pecado" (Rm.14:23) 
Ele não recicla atos aqui, mas engloba absolutamente tudo.Todas as coisas. 
Entenda-se estarem envolvidas nesta sentença até mesmo ações com aparência de exato louvor. 
Certo erudito em religião, que, se com boa ou duvidosa intenção não fica bem claro, interpela Jesus referindo-se a vida eterna e recebe do Mestre como resposta outra pergunta "Que está escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Então Jesus lhe disse: Respondeste corretamente; faze isto e viverás"(Lc.10:26-28) Observe-se no diálogo o apoio dado por Jesus ao exercício prático dos Mandamentos da Lei quando condicionado por intenções advindas diretamente do coração, outorgando a tal proceder aprovação da parte dos Céus relativamente a esta conduta. 
Em outra citação Bíblica sobre a Lei encontrada no Novo Testamento, Jesus se refere a Sua observância valendo-Se de certas arguições "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Eu, porém,vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela" (Mt.5:21,22,27,28) Podemos montar uma paráfrase do quadro apresentado por Jesus desta maneira: Certo alguém não ousou tirar a vida do ofensor em vingança pelo agravo dele recebido, mas guarda o ressentimento e com isto, de igual forma, viola a Lei. 
Certo alguém, independentemente da razão, não traiu sua esposa consumando o ato com outra mulher que lhe agradou os sentidos, mas ao vê-la, no íntimo o deseja realizar, igualmente transgredindo o Mandamento, tornando-se culpado e réu.
Foi esta a constatação de Paulo, esboçada nos capítulos 7 e 8 de Romanos, motivando-o a tão intensa perplexidade. Ele questiona:"É a Lei pecado?De modo nenhum. Mas eu não teria conhecido o pecado senão por intermédio da Lei, pois não teria eu conhecido a cobiça se a Lei não dissera:Não cobiçarás" (Rm.7:7) 
Depara-se diante de um intrigante paradoxo.
Fora educado desde a meninice dentro dos mais rígidos padrões que observam total subserviência ás questões religiosas e ardentemente primava por trilhar tal resolução. 
De repente conclui ter sido todo o empenho de uma longa vida de obediência a uma versão interpretativa da Lei algo absolutamente nulo quando contraposto ao espírito do Seu real sentido e significado. Compreendeu claramente sua total impotência e inoperância diante da força exercida pelo pecado implantado no âmago humano a partir de sua natureza própria. "Porque o pecado, prevalecendo-se do Mandamento, pelo mesmo Mandamento me enganou e me matou"(Rm.7:11) 
Poucos de verdade conhecem os objetivos e finalidades da Lei estabelecida por Deus colocando-se diante Dela de modo devido.
Ele não nos deu a conhecer Sua Lei com o fim de pensarmos estarem nela prerrogativas capazes de nos absolver dos nossos pecados, nos esconder deles ou mesmo acoberta-los.
Ela ficou como indicativo daquilo que obrado se torna em pecado.
Através dos Seus ditames ficam evidenciadas as diferenças existentes entre lícito e ilícito; entre virtudes e defeitos; verdade e mentira; bem e mal.
Nenhuma entre as mais severas censuras encontradas na Bíblia é tão incisiva quanto a que consta na carta para  a morna Laodicéia, pois se auto proclamavam: "Rico e abastado estou, e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que és infeliz, sim, pobre, cego e nu"(Ap.3:17)
O apóstolo afirma que "Cristo é o fim da Lei para justiça de todo aquele que crê"(Rm.10:3) e que "O homem é justificado pela fé, independentemente das obras da Lei" mas porém "De maneira nenhuma anulamos a Lei pela fé mas, pelo contrário, pela fé a estabelecemos"(Rm.3:28,31)
A contraposição das afirmações contidas nestes e outros textos similares até soam como contradições destituídas de nexo, mas pronunciadas foram por uma entre as maiores autoridades no assunto e que ao dissertar sobre o tema não necessitava porem-nos em sequência ordenada, o que para nós, pessoas comuns, exige empenho para o compreender.
Transparece que quando discorria sobre o assunto, esse fluía de acordo com outra situação Bíblica:Ele próprio comparecendo diante do tribunal celeste.
Ali encontram-se presentes o Pai eterno na função de juiz, o Filho como advogado, os anjos do Céu como jurados e testemunhas, a Lei como promotor de justiça, e como inquérito o registro fiel das obras do indivíduo contidas em livros designados para tal e também mencionados pela Bíblia.
O primeiro passo é a citação daquele registro respectivos ao julgado, acontecimento por acontecimento, sendo estes contrapostos aos preceitos todos contidos na Lei.
Observe-se aqui que, com base nas obras do homem, possui a Lei em síntese duas funções elementares: tanto o acusa como também testemunha a seu favor.
Posto um item na pauta para acareação passa ele cuidadosamente agora por criterioso exame: As circunstâncias todas a envolve-lo em seus motivos e causas.
E aqui não se pode deixar escapar nem sequer um detalhe, por mínimo que possa parecer, sob pena de serem atribuídos a este ou justiça ou injustiça; o que sabemos ser impossível, por não ocorrer falhas nas obras de Deus e serem estas todas perfeitas.
Poderia alguém questionar não serem necessários para Deus a execução de todo esta sistemática, mas a este afirmamos que Ele não permitirá a nenhum margem para inserção de dúvidas pertinentes a absolvição ou condenação aplicados a quem por direito receba.
"O que encobre suas transgressões jamais prosperará;mas o que as confessa e as deixa alcançará misericórdia"(Pv.28:13) 
A justificação pela fé é então juntada aos autos do processo.
É este momento do histórico de qualquer ato praticado em  vida na terra que será observado pela real dimensão.
Passa ele agora a ser minuciosamente investigado.
São postos sob revista  absolutamente todos os casos, quer os procedentes em acordo com os ditames da Lei tanto aqueles com exercício contrário. Ambas as situações estão passivas a aprovação ou reprovação, dependendo da conclusão estimadas com base naquilo que as determinou.
Foi ao constatar esta situação contraposta aquilo que enxergou em si próprio que assustou Paulo daquela maneira, inspirando-o a escrever Romanos, especialmente seus capítulos sétimo e oitavo.
Quando Adão violou a Lei de Deus, nada mais que ele pudesse fazer o livraria de condenação. Absolutamente nada.
Suas obras todas agora passariam pelo crivo da Lei.
Foi necessária a implantação do resgate por meio da morte de Jesus para escuda-lo da espada justiceira.
Sua única saída seria o arrependimento seguido da confissão e conversão: Dor pelo erro, responsabilidade assumida pelo erro, e consequente abandono do erro.
Tal premissa é outorgada a mácula justificando-a, enquanto o Advogado se levanta em favor do culpado substituindo-o, lavando-o, trocando a morte deste pela Sua.
Por isto se diz"Comprados fostes por preço(1Co.6:20)
































quarta-feira, 27 de maio de 2015

Os 400 anos de escravidão Hebraica no Egito.

Interpretados literalmente,certos versículos da Bíblia inerentes ao tema remontam em 400 os anos em que os Judeus permaneceram escravizados no Egito;mas teria aquele acontecimento alcançado realmente o citado número de dias?Vamos entender claramente a questão descobrindo algo na Bíblia que A conclui  no livro infalível,preciso e interessante que é.Iniciaremos apresentando textos que aparentemente se contradizem:Os 400 anos mencionados em Gênesis 15:13  confrontados com os 430 registrados em Gálatas 3:16,17 Utilizaremos a própria cronologia Bíblica para tal.
(1) O primeiro concerto com Abraão acontece aos seus   75   anos de idade (Gn,12:4 13:15)
(2) Nasce Isaque                                                                25   anos após        (Gn.21:6)
(3) Nasce Jacó                                                                   60   anos após        (Gn.25:26)
(4) Morre Jacó                                                                 147  anos após         (Gn.47:28)
Calculados subsequentemente á data do primeiro concerto divino com Abraão aos seus 75 anos de idade,estes números nos levam a 232 anos (75+25+60+147=232)Chega-se,portanto,mediante soma através dos textos apresentados ao falecimento de Jacó em território egípcio,trazido que fora por seu filho José,ministro de estado na ocasião. (Observação:Os cálculos utilizados valem-se a partir da menção Bíblica da idade de nascimento e morte de Seus personagens.Exemplo:Morreu Jacó aos 147 anos,17 após sua entrada no Egito (Gn.47:9,28) na época então com 130 anos,215 anos após o concerto com Abraão.(232-17=215)
Prossigamos.
(5) Jacó foi levado ao Egito aos seus    130    anos  (Gn.47:9)
(6) José  vendido ao Egito aos seus        17    anos  (Gn37:2)
(7) Empossado governador aos seus      30    anos   (Gn.41:46)
(8) Jacó chegou ao Egito                          9   anos após a posse de José (Gn.41:53,54 45:6)
Com base nestes cálculos,chegamos a temas interessantes:
Ao chegar seu pai,estava José no Egito há       13     anos.
Empossado governador já há                              9    anos.
Contados com a idade ao ser vendido              17    anos.
Tinha José (13+9+17=39) 39 anos de idade quando seu pai o reencontrou.
Idade de José ao encontro com Jacó    39   anos.
Tempo que Jacó viveu no Egito           17  anos.
Tinha José (39+17=56) 56 anos quando seu pai morreu.
(9) José morre aos                                                      110  anos (Gn.50:26)                                        (10)  Menos os anos que tinha ao morrer Jacó            56 anos.
José viveu ainda (110-56=54) 54 anos após morte do pai.
(11) Então somamos os        232   anos desde o concerto de Abrão á morte de Jacó.
(12) Mais  os                          54  anos de José ao morrer Jacó.
Desde o concerto com Abraão á morte de José passaram-se (232+54=286) 286 anos.   
Então,subtraindo-se  286 anos aos 430 anos mencionados em Gálatas.3:16,17 também Êxodo 12:40
termos (430-286=144) 144 anos que viveram os israelitas no Egito após morrer José e subir ao trono um faraó que não reconhecia aos feitos de José na sua terra,submetendo assim os hebreus a escravidão.
A aparente discrepância entre as afirmadas datas acima citadas se explica pelo fato de que a terra para qual Abraão migrou após seu chamado em Harã,a Palestina,na época era de domínio Egípcio,considerado assim Egito.Um autor considerava 430 anos levando em consideração o primeiro concerto com Abraão e,outro 400,em virtude da ratificação deste mesmo concerto mais ou menos 30 anos depois.
Este tema foi aqui abordado não sob título de  doutrina mas enfocando o método pelo qual a Bíblia por Si mesma se explica"Um pouco aqui,um pouco ali"(Is.28:13)Nem sempre aquilo que lemos em um texto,caso não analisado pelo contexto,pode ser apresentado como verdade absoluta.



















A EXTREMA DIREITA NA BÍBLIA

A fulminante expansão da extrema direita ultra radical nos últimos anos  é mera coincidência, ou este cenário de crescimento, irrefutavelmen...