Olá, amigos. O terrível animal profetizado no livro de Daniel (Dn 7:7) — que condiz inequivocamente com o Império Romano — é também mencionado na obra apocalíptica de João, apóstolo e cofundador da igreja cristã. Nos capítulos 12 e 13 do Apocalipse, o profeta situa duas bestas que se diferenciam no aspecto visual da cor, mas que integram um mesmo ideário e um mesmo projeto de poder. Qual a razão dessa diferenciação? Ambas — uma avistada sob um sinal no céu e a outra emergindo do mar — possuíam sete cabeças, dez chifres e coroas sobre eles (Ap 12:3; 13:1). O tom escarlate aplicado como referência à primeira não é por acaso. No decorrer da narração dos eventos subsequentes, essa matiz conserva o mesmo sentido conotativo para indicar o caráter das ações desenvolvidas. Portanto, mais do que ilustrar um aspecto sanguinolento, o símbolo visa evidenciar um fraudulento sistema religioso operado estrategicamente para promover interesses corpora...
A LUZ QUE ILUMINA O SABER