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OITAVO E NONO CAPÍTULOS DE APOCALIPSE (SÉTIMO SELO E SETE TROMBETAS) (17)

       OITAVO E NONO                  CAPÍTULOS DE                     APOCALIPSE

O capitulo seis terminou narrando cenas ocorridas sob o sexto selo, e o oitavo capítulo se inicia com a abertura do sétimo. 
O capítulo sete, exposição de um solenidade que "sela" ou "assinala" os servos de Deus, fica inserido como um parêntesis entre sexto e sétimo selos, inquestionavelmente demonstrando com isto pertencer esta obra de selamento ao período abrangido pelo sexto selo.

"Quando o Cordeiro abriu o sétimo selo, houve silêncio no céu cerca de meia hora"(Ap.8:1)
O sexto selo não nos leva ao advento do Senhor Jesus, propriamente dito, ainda que se refira á acontecimentos diretamente associados a ele. 
Apresenta as terríveis comoções dos elementos consequentes da visão dos céus enrolando-se feito um pergaminho e a agitação que causa na sociedade humana, extraindo-lhes a angustiada confissão que admite ter chegado o dia da ira Divina e a expectativa de verem o Rei aparecer-lhes em insuportável gloria... Mas o sexto selo termina imediatamente antes deste grandioso acontecimento.
A aparição pessoal do Senhor Jesus deve, portanto, ser atribuída ao selo seguinte e, esse fato, com certeza absoluta foi assim determinado por Deus para de alguma maneira chamar a atenção do pesquisador. O cumprimento do capítulo sete deve se dar sob circunstâncias onde a fé e o amor ao Salvador e irrestrita obediência á Sua Palavra não encontre lugar ou que produza no mundo equivalente moralidade religiosa. Profecias paralelas á obra de selamento demonstram que esta enfrenta ferrenha oposição, confrontada por parte da besta que intenta impor seu contrário sinal.
Esta situação opositora deve determinar a condição espiritual incrédula daqueles aos quais o surgimento do Senhor lhes derive surpresa e terror.

Concluímos, com base neste ordenado princípio colocado por Deus dentro da sequência profética, que o capítulo sete do Apocalipse contenha ensinos primordiais para instrução e crescimento na fé dos seus estudantes.
Este tema abordaremos em artigo específico e sistematicamente no seu devido lugar.

É extraordinária a precisão com que toda a Bíblia se harmoniza. Comparemos as expressões "Houve silêncio no céu..." com as palavras de Jesus "Quando vier o Filho do Homem e TODOS os Seus anjos com ele"... (Mt.25:31) 
Quando todos os harpistas celestes deixarem as cortes do Céu acompanhando seu divino Senhor, vindo auxiliar no resgate daqueles que foram remidos neste planeta, o Céu não deverá ficar mais silencioso? 
"..Por cerca de meia hora" Para muitos intérpretes das profecias, especificamente os não recorrendo á Bíblia para deslindamento dos emblemáticos símbolos nela constantes, a alternativa que resta é aplicar sobre eles suposições partindo de pontos de vista tipicamente pessoais, fomulando hipóteses e conjecturas.                    Neste caso a alusão ao prazo deste silêncio no céu para eles não possui mínimo sentido significativo e, seguindo essa linha de raciocínio, abrem mão de atentar para detalhes de suma importância. 
Óbvio que João não cronometrou sua exata duração, mas se ficou registrado dessa forma pela vontade daquele que inspirou as visões deste livro, certamente deve conter algum ensino necessário ser obtido.
Tomando-se em consideração a regra profética que converte um dia simbólico num ano literal,             (Nm.14:34 Ez.4:6) trinta minutos equivalem cerca de sete dias inteiros.
Isto nos leva compreender que entre a saída da comitiva real da Jerusalém Celestial e sua reentrada lá, o tempo integral deste translado corresponde a sete dias conforme o computo do tempo na na terra.
Interessante, não? 
A partir disto poderia surgir o questionamento: Mas afim de que Nosso Senhor Jesus Cristo despenderia esse espaço cronológico? 
Afirmar qualquer conclusão nesse sentido não passaria de mera falácia especulativa. 
Isto talvez tenha alguma relação com ensinos apresentados no selamento do capítulo sete.

As sete trombetas são  eventos paralelos aos sete selos e parte das sete cartas dirigidas ás igrejas.
"Então vi os sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas... E os sete anjos que tinham as sete trombetas preparam-se para toca-las"(Ap.8:2,6)
Estes versículos iniciam uma nova e distinta serie de acontecimentos.
Nos selos foram apresentados aspectos político/religiosos ligados a igreja durante a dispensação cristã.
Nas sete trombetas destacam-se acontecimentos políticos e militares ocorridos no mesmo período, e que de alguma maneira interferiram diretamente no curso em que a fé verdadeira foi levada a sofrer.
O seu toque apresenta-se como um complemento das profecias de Daniel capítulos 2 e 7, começando com o esfacelamento do velho e terrível império romano em suas dez divisões, de que temos uma descrição nas quatro primeiras trombetas.
Para que este artigo não se torne demasiadamente extenso, apresentaremos sua conclusão no próximo a ser publicado na serie.

































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